Revista Espaço

Com o olhar lá na frente

Para que a Empresa se mantenha competitiva, é preciso desenvolver um olhar estratégico sobre o futuro e saber identificar as oportunidades

Workshop realizado em agosto com a equipe da gerência

Há cerca de um ano, a Aperam South America criou uma equipe dedicada ao desenvolvimento do controle de processos. Líder do projeto, o gerente executivo de Excelência Operacional, Robson Machado, explica que o desafio é desenvolver equipes para pensar no médio e no longo prazo, gerando melhorias sustentáveis uma vez que a tendência natural é focar nas ações mais imediatas e emergenciais. “Empresas que só cuidam do presente não têm futuro” ensina.

Robson considera que a mudança de patamar implica mudança cultural e destaca a necessidade de investir em capacitação. Para responder a esse desafio, 29 engenheiros já formados e os técnicos de controle de processos que cursam Engenharia vão participar de um treinamento para a formação de green belts – método estruturado para solução de problemas de alta complexidade. O primeiro módulo começou no final de outubro. Já os técnicos passarão por treinamento em estatística básica. O grupo também compartilha o conhecimento em reuniões e workshops.

O trabalho é feito em conjunto pelos gerentes de Controle de Processo de cada área e, para torná-lo mais consistente, a Aperam está investindo em ferramentas de automação. “O objetivo é liberar o técnico de Controle de Processos para que fique menos tempo levantando e manipulando dados e mais tempo na área analisando, subsidiando o engenheiro com a visão de médio e longo prazo. Também estamos desenvolvendo as ferramentas de automação e TI para ajudar nesta tarefa”, acrescenta Robson.


Equipes alfa e beta

O método de trabalho inclui a distinção de funções entre as equipes das áreas de produção identificadas como “alfa” e “beta”. Enquanto a segunda se dedica às questões de médio e longo prazos, a primeira mantém o olhar vigilante sobre a rotina.


O cérebro

Na Redução, área que opera o maior alto-forno a carvão vegetal do mundo, toda a estratégia, o planejamento e os indicadores já partem do controle de processo, com uma visão estratégica de médio e longo prazo. “É como se fosse o cérebro da área, direcionando e apontando o caminho com soluções inovadoras, muitas vezes, de desenvolvimento interno”, explica o gerente de Processo Filipe Pontes.

Para ele, o conhecimento técnico é o impulsionador das mudanças. Por isso, ele está confiante nos resultados que podem ser alcançados com equipes capacitadas, independentes, desvinculadas da operação, inclusive na hierarquia, para se dedicarem exclusivamente ao aperfeiçoamento dos processos e à resolução dos problemas.

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