Revista Espaço

Razão e sensibilidade

Novos instrumentos aumentam a confiabilidade na inspeção de equipamentos

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O inspetor Talys Colares utiliza uma câmera termográfica para avaliar exaustor do forno de secagem da Linha de Descarbonetação

Os sentidos humanos são muito requisitados no trabalho de inspeção. A ausculta, a observação, o contato, o olfato são instrumentos importantes para a análise do comportamento dos equipamentos e de seus componentes. Há dois meses, os empregados da Gerência de Manutenção da Laminação de Aços Elétricos (PLEM) constataram que o uso combinado dos sentidos com a tecnologia deixa o trabalho ainda mais preciso.

O gerente da área, José do Carmo de Souza, explica que a Aperam investiu cerca de R$ 100 mil na aquisição de novos instrumentos (ver quadro) que tornaram o dia a dia de inspeção menos intuitivo e mais tecnológico. As novas ferramentas aprimoram a coleta de dados, o que leva a uma análise robusta e com mais variáveis. “Uma vez inseridas as informações no Sistema de Gestão da Manutenção, podemos traçar a tendência e buscar um resultado diferenciado. O objetivo é aumentar a capacidade de previsão de problemas, antecipando falhas”, afirma José do Carmo.22

O gerente acredita que um dos maiores ganhos está na valorização do profissional de inspeção. “Usando os sentidos, a equipe se aperfeiçoa com o tempo. Mas se aliar os instrumentos e a capacitação para manuseá-los, pode fazer um trabalho ainda mais técnico e eficiente”, observa.

Há quatro anos na Aperam, o inspetor de manutenção mecânica, Talys Fonseca Colares, concorda com a opinião do gerente e na lista das novidades, já tem uma preferência: o estroboscópio. “O aparelho emite uma luz na mesma frequência da rotação do equipamento, dando a impressão de que está parado. Então é possível fazer a inspeção dos componentes com a linha em movimento. Também podemos planejar melhor as atividades da parada, para evitar surpresas”, acrescenta.

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