Revista Espaço

Proteção reforçada

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Equipe do projeto comemora a instalação do novo sistema de detecção e combate a incêndios nas linhas de Recozimento e Decapagem

Linhas de Recozimento e Decapagem ganham mais proteção com novo sistema de combate a incêndios

Para proteger as linhas de Recozimento e Decapagem RB1, RB2, RB3 e RB4, e dar continuidade à ampliação das ações de proteção na planta da Aperam, foi concluída, em maio deste ano, a instalação de um novo sistema de detecção de incêndio, com combate automático e manual. O projeto contou com a participação das equipes de engenharia, manutenção, operação, segurança, automação, suprimentos e também dos bombeiros. Foram instalados sensores de temperatura e de chama, bicos de spray, acionadores manuais, tubulação de água, baterias de garrafas de CO2, stand de válvulas de dilúvio, canhões monitores, sistema de dosador de espuma e painéis de controle para monitoramento, alarme e disparo. O projeto contemplou a instalação de um sistema de combate automático e, adicionalmente, um sistema de combate manual.


Como funciona o sistema automático

Quando os sensores identificam o princípio de incêndio, enviam um sinal para o painel de controle que dispara o alarme e paralisa o equipamento. As garrafas de CO2 são ativadas e quando necessário também é feita a abertura das válvulas de dilúvio para o combate adicional com água e espuma (que aumenta a eficiência e reduz a quantidade de água necessária).

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O operador Cleidiano Santos é uma das pessoas treinadas para usar o canhão monitor no combate manual

Como funciona o sistema manual

A proteção automática é reforçada pela instalação de canhões monitores posicionados estrategicamente sobre uma plataforma, próximos ao equipamento. Eles fazem projeção de água com espuma e são operados pelos brigadistas e bombeiros visando ao combate localizado e aumentando o fator de proteção.


Inovações

Com investimento da ordem de R$ 9 milhões, o sistema utiliza a tecnologia Water Mist, uma das mais modernas e avançadas no combate a incêndio com água. “É um sistema de supressão de incêndio que usa água pressurizada conduzida por uma tubulação para bicos especiais. Eles nebulizam a água no ambiente protegido sob a forma de nano-gotículas”, explica o gerente de projeto, Luciano Garcia. No contato com o fogo, a névoa de água se torna vapor de baixa temperatura, que acelera o processo de resfriamento ao baixar a temperatura e impedir que o fogo encontre novo suprimento de oxigênio para aumentar suas chamas. “Desta forma, o sistema extingue o incêndio mais rapidamente, com poucos danos materiais causados pela água, inclusive sobre equipamentos”, acrescenta o gerente.

Outra tecnologia moderna empregada, conhecida como grooved, consiste na instalação de acoplamentos e conexões ranhuradas que dispensam o uso de solda. “Optamos por essa solução porque os ambientes das instalações não permitem o uso de soldas, em função dos materiais altamente inflamáveis. Além disso, um acoplamento do tipo grooved pode ser instalado mais rápido tendo uma eficiência até três vezes maior do que uma união soldada”, conta Luciano.

Para o uso adequado do sistema, as equipes das quatro linhas de Recozimento e Decapagem receberam treinamento no Sistema de Detecção Alarme e Combate a Incêndio (SDACI) e também nos canhões monitores. “Em média, foram treinadas oito pessoas por turma, sendo quatro turmas para cada equipamento, com duração de duas horas por treinamento”, afirma o gerente de projeto. Com mais proteção, validada por normas internacionais, além dos ganhos em segurança dos empregados, equipamentos e operação, a Aperam também consegue reduzir os custos com o seguro.

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Gerente de projeto Luciano Garcia ao lado de garrafas de CO2, na sala de abrigo

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