Revista Espaço

Malte, água, lúpulo e inox

Equipamentos feitos de aço inoxidável garantem as melhores condições de higiene, limpeza e manutenção ao setor cervejeiro

O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China, segundo a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil). Em 2015, foram mais de 13 bilhões de litros consumidos. Nesse setor, grandes, médios e pequenos produtores têm algo em comum: a utilização de inox nos processos produtivos.

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Os irmãos Rildo, Robson e Rogério brindam o sucesso da cervejaria que emprega o inox em diversos equipamentos

Com ajuda do inox

Para processar ingredientes como malte, água, lúpulo e leveduras, inúmeros equipamentos vêm sendo construídos com aços inoxidáveis 304 e 304L, que podem ter acabamentos lixado, polido e brilhante. Na comparação com outras alternativas de matérias-primas, o cervejeiro Rafael Patrício considera que o aço inoxidável proporciona o melhor custo-benefício. “No passado era comum ver cozinhas em cobre e até alumínio, mas o inox passou a dominar o mercado. A facilidade de manutenção faz a diferença”, conta.

O engenheiro de Aplicação da Aperam, Tiago Lima, elenca as virtudes do aço inoxidável para esse tipo de uso. “O inox se diferencia por sua resistência à corrosão, por sua conformabilidade (facilidade de ser dobrado, prensado, estampado etc) e pela neutralidade química e biológica, características que favorecem a conservação das propriedades dos ingredientes e do produto final. Além desses fatores, a baixa rugosidade do aço facilita a limpeza e reduz a adesão de bactérias”, afirma.

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Do Vale do Aço

No universo de quase 300 microcervejarias registradas no país, uma marca do Vale do Aço tem se destacado. A Brüder deriva do sonho e da visão de Rildo, Robson Rogério de Souza – trio de irmãos –, acompanhados do cervejeiro Rafael Patrício. Criada há quatro anos, a cervejaria já dispõe de três rótulos – Pilsen, Red Lager e Weizen. Um deles, o Red Lager, obteve a melhor nota dos jurados durante o Festival Brasileiro da Cerveja, promovido em Blumenau (SC), em março.

Atualmente, a distribuição da Brüder abrange todo o Vale do Aço, Belo Horizonte e municípios do Espírito Santo e Rio de Janeiro. “Como a artesanal é relativamente recente no país, ela vem ganhando espaço e ainda há grande potencial. Para 2017, a expectativa é dobrar o volume”, projeta Rildo. Ainda este ano o mercado vai conhecer outros três rótulos da marca.

Em alta

Segundo a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), a produção das microcervejarias pode dobrar na próxima década. A Liess Máquinas e Equipamentos, cliente Aperam, atua na produção do maquinário utilizado pelo o setor há 70 anos. Ela atende às grandes cervejarias do país e acompanha as novidades do mercado. “Observamos o amadurecimento desse segmento nos últimos anos.

Em 2016, traçamos uma estratégia para atender marcas que estão se consolidando, necessitam de tecnologia e processos mais eficientes. Temos quatro prospecções em andamento e há mercado para atender”, avalia.

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Liess já fornece para grandes cervejarias e quer oferecer projetos customizados para as novas marcas

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