Revista Espaço

O futuro que brota da terra

pag4_agronegocio_-arquivoAgronegócio oferece boas perspectivas para o aumento do consumo de aço inox

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O agronegócio respondeu por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2015, emprega entre 25 e 30 milhões de pessoas em sua cadeia produtiva e no ano passado representou 40% das exportações do país. Há dez anos, o aço inox da Aperam está presente na indústria do açúcar e do etanol como solução para os problemas relacionados à corrosão e à abrasão decorrentes dos processos produtivos. “Começamos com 50 toneladas e acreditamos que nos últimos oito anos o segmento consumiu mais de 100 mil toneladas de aços inoxidáveis entre chapas e tubos”, explica o engenheiro de aplicação Iwao Ishizaki Neto.

Os indicadores macroeconômicos que apontam as potencialidades do agronegócio são expressivos, sobretudo quando comparados às perspectivas gerais da economia brasileira (ver quadro na página ao lado) para os próximos anos. Atenta às necessidades desse mercado, a Aperam identificou a oportunidade de aplicação do inox na produção do óleo de palma, setor do agronegócio no qual o Brasil é referência. “É o óleo mais consumido do mundo”, explica o pesquisador Adolfo Viana, que desde meados do ano passado estuda a cadeia produtiva da palma, sua abrangência e variedade de aplicações na indústria alimentícia e cosmética.

Pesquisa ampliada

Os estudos levaram os pesquisadores e engenheiros de aplicação da Aperam a regiões nas quais o agronegócio é a estrela, como os estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Pará. No ano passado, em Uberlândia (MG), em visita a 4ª Feira do Agronegócio do Estado de Minas Gerais (Femec), eles conheceram a Busa. A empresa, líder na produção de máquinas agrícolas, transportes e logística, é também especializada na fabricação de caçambas em aço carbono. A Busa também é uma das principais fornecedoras das indústrias de extração do óleo de palma.

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Protótipo de inox pode ocupar espaço de caçambas de carbono

Além de transportar os frutos, os equipamentos são usados no cozimento dos cachos. Durante o processo produtivo, as caçambas estão expostas a condições agressivas: umidade, altas temperatura (140 °C) e pressão. “Isso exige muitas manutenções, comprometendo a produtividade e a vida útil delas”, afirma Adolfo.

Testes vão começar

A Busa se prepara para construir ainda neste primeiro semestre um protótipo de caçamba em aço inox, que será testado no Pará. A Aperam forneceu a matéria-prima. “O trabalho não se restringe à caçamba, que é apenas um ponto de partida. Vamos estendê-lo aos demais processos e subsegmentos da indústria da palma e a outros setores do agronegócio. O campo é fértil para ampliarmos nossa meta de consumo do inox no país”, destaca Iwao.

O agronegócio no Brasil: cenário positivo

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