Revista Espaço

O carvão na temperatura certa

Tecnologia a serviço da qualidade e da segurança

A implantação de um processo automatizado de controle de temperatura nos fornos de produção de carvão da UPE Lagoa, da Aperam BioEnergia, atendeu duas metas: melhorou a conversão de madeira em carvão e reduziu as perdas e a variabilidade do produto.

A partir da instalação de sensores no interior do forno e com apoio de válvulas que controlam a entrada de oxigênio, o sistema supervisório já está disponível nos 42 fornos da UPE Lagoa. Até 2019, todas as seis unidades de produção da Aperam BioEnergia serão beneficiadas com o novo sistema. “Em valores atualizados, o investimento é de R$ 42 mil por forno”, destaca o gerente de processo Ézio Vinícius Santos.pag14_-bioenergia-1-recortar-o-fundo-atras-da-pessoa

Até então, a medição era feita usando a pirometria. A cada duas horas o operador fazia a conferência in loco, percorrendo os fornos para medir a temperatura na parede da chaminé e assim fazer uma correlação com o que ocorria internamente. “Não era possível o controle preciso e em tempo real”, explica o gerente.

Com o supervisório, a equipe analisou as informações armazenadas e identificou a curva ideal de carbonização para cada tipo de material genético. Conforme a temperatura é alcançada, o sistema aciona a válvula para o controle da entrada de oxigênio, sem nenhuma interferência humana. “Passamos a carbonizar com temperaturas mais baixas e uniformes, trazendo ganho significativo para a qualidade do nosso carvão”, afirma Ézio.

Fazendo história

Numa cabine refrigerada, o operador José Ramos acompanha, pelo monitor, a coleta dos dados de temperatura dos fornos. Mas nem sempre foi assim. Há dez anos na empresa, ele acompanhou a evolução nas formas de medição. “No início, a gente observava a cor da fumaça, a presença de água na superfície do forno e depois o pirômetro. Hoje experimentamos um ganho maior com o supervisório, inclusive em segurança”, avalia.

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