Revista Espaço

Inovação no Alto-Forno

Nova tecnologia permite a utilização de carvão vegetal e coque no topo do Alto-Forno

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Alto-Forno 2 na Usina de Timóteo

As equipes de operação, manutenção, matérias-primas e controle de processo da Redução desenvolveram uma nova tecnologia que permite a utilização simultânea de carvão vegetal e coque no topo do Alto-Forno.

A tecnologia, inédita na siderurgia mundial, reduz o custo de produção e diminui as emissões de CO2, uma vez que o carvão vegetal é proveniente de reflorestamento, enquanto o coque é fabricado a partir do carvão mineral, um combustível fóssil.

“Conseguimos produzir um gusa mais barato, com uma fonte de energia renovável e ainda amenizamos a questão da vulnerabilidade do mercado de coque atual, que apresenta grande volatilidade de preço e redução de oferta”, destaca Hélvio Caldeira, gerente executivo da Redução.

Até o momento, a área utiliza 7% de carvão vegetal no topo do Alto-Forno, mantendo os índices de produtividade e qualidade do gusa produzido e atendendo aos requisitos legais de meio ambiente e segurança.

A substituição total da carga reduzirá  as emissões de CO2 em aproximadamente 500 mil toneladas/ano. Para viabilizá- la, a Empresa está investindo em uma série de adequações na planta industrial. “Estamos ampliando o pátio de matérias-primas, com a construção de um novo basculador de caminhões, uma nova torre de peneiramento, novos sistemas de desempoeiramentos, além de algumas adequações no stock house e na área de corrida do Alto-Forno 2”, afirma Hélvio.

A expectativa é de que até junho o projeto seja concluído com a substituição total do coque pelo carvão vegetal.

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