Revista Espaço

Qualificação em três letras

TPM completa dez anos com resultados expressivos e evolução consistente

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Em dez anos, o TPM garantiu a qualificação dos empregados e o desenvolvimento dos equipamentos

O programa Total Productive Maintenance (Manutenção Produtiva Total) – TPM, que tem como objetivo maximizar a utilização dos equipamentos, aumentar a capacitação dos empregados, reduzir custos e tornar a Empresa um ambiente mais atraente para se investir, está completando dez anos na ArcelorMittal Inox Brasil.

O programa iniciou em novembro do ano 2000 na gerência de Laminação a Frio de Inox. “No início, não tínhamos ideia clara do tamanho e profundidade do projeto, porém, com o passar do tempo, foi possível perceber os benefícios que o TPM trazia para os equipamentos e para os nossos colaboradores, que se empenharam em implantar e absorver a filosofia do projeto”, relembra Rogério Carvalho, gerente da área à época.

De lá para cá, o comprometimento das lideranças e a motivação das equipes transformaram o TPM em uma das mais importantes ferramentas de formação e capacitação na Empresa. Em dez anos, mais de 160 mil horas de treinamentos do Programa foram dadas e, em evolução constante, a metodologia do programa passou a ser rotina nas áreas. No período, mais de 419 mil etiquetas com registro de anormalidades foram levantadas e solucionadas. “Ampliamos nosso conhecimento sobre equipamentos e desenvolvemos competências, pois é nossa tarefa mantê-los em bom funcionamento e antecipar uma possível parada na operação”, afirma José Roberto Simão, operador do Alto Forno 2 da gerência de Redução.

Desde 2000, a frequência de paradas dos equipamentos da usina vem se reduzindo, bem como o tempo perdido com essas interrupções. Sucesso que deve ser atribuído às reuniões e trabalhos dos grupos de manutenção autônoma, auditoria semanal gerencial, rigor nas mudanças de etapa e follow up pelos Gerentes Gerais e Diretor.

Hoje, o TPM envolve todas as instalações industriais, com 76 equipamentos, sendo que 58 (76%) já estão nas etapas três ou quatro do pilar Manutenção Autônoma. O destaque é o Laboratório da Aciaria, que chegou à etapa seis – são sete no total -, estando próximo do estágio mais avançado do Programa. “Quanto mais evoluímos, mais percebemos o quanto o TPM é benéfico para a Empresa, que ganha em eficiência na operação, e para o empregado, que fica cada vez mais capacitado”, ressalta Róbson Monteiro, supervisor do Laboratório Químico da gerência de Aciarias.

Manutenção e capacitação

Criado no Japão, na década de 70, o TPM busca produzir com máxima eficiência e baixo custo, visando à eliminação de perdas e interação da operação com a manutenção. “O programa encontrou na Empresa um campo fértil para se desenvolver, pois tem como base a capacitação dos empregados e o nosso estilo de gestão prioriza o processo de melhoria contínua”, analisa Geraldo Medeiros, coordenador de TPM da gerência de Melhoria Contínua e Qualidade.


O programa baseia-se no princípio segundo o qual o trabalho de operação e manutenção deve ser compartilhado por todos os profissionais envolvidos. Com isso o operador se torna diferenciado por conhecer melhor o equipamento, e o profissional da manutenção passa a ter mais domínio do processo.

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