Revista Espaço

Ajuda inovadora

Mais de R$ 13 mil foram doados para três entidades de Timóteo com os recursos arrecadados na sétima edição do Arraiá d’Ajuda

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Doutores do Riso ganharam incentivo para continuarem com o trabalho em hospitais infantis

“Nossos integrantes são voluntários, não temos uma fonte de renda fixa e usamos dinheiro do próprio bolso. Antes do Arraiá, estávamos em uma situação complicada”, afirma Maurício Assis da Silva, tesoureiro e membro do Doutores do Riso. O grupo de palhaços fundado em 2000, que espalha a alegria pelos hospitais do Vale do Aço, é uma das três organizações beneficiadas com a arrecadação da festa junina organizada pela Fundação ArcelorMittal Acesita. Há sete anos, o Arraiá d’Ajuda promove a confraternização dos empregados da Empresa e arrecada dinheiro para repassar às instituições comprometidas com ações de responsabilidade social e ambiental sem fins lucrativos.

De acordo com Vera Lúcia Dutra, coordenadora de projetos da Fundação, o Arraiá deste ano foi diferente. “Normalmente, selecionamos entidades mais conhecidas pelas pessoas, mas depois de ver a realidade de outros grupos de ação social e ecológica, decidimos inovar na escolha”, explica. Além dos Doutores do Riso, o Grupo Pirilampo e a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Timóteo (Ascati) ganharam apoio em 2010.


Mais do que essa ajuda financeira, a Fundação oferece suporte técnico para organizarmos e planejarmos nossas atividades”.

Elita de Paula Silva


Força para continuar

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Círculos de leitura do Grupo Pirilampo ajudam na formação escolar dos jovens

De acordo com Nely Silva, coordenadora da Ascati, a ajuda veio em boa hora. A Associação precisa comprar um fogão novo e uma talha para carregar o caminhão com os materiais recolhidos. “Tiramos nosso sustento dos materiais recicláveis. Só que, além de dividirmos a receita entre os catadores, também precisamos destinar parte do lucro para a manutenção da associação”, diz. Criada em 2003, a Ascati tem 17 catadores que circulam em 14 bairros.

Formado por 20 integrantes, entre profissionais remunerados e voluntários, o Grupo Pirilampo realiza ações para aprimorar a formação escolar e a inclusão social de crianças e adolescentes, por meio da leitura. Cerca de 140 jovens integram o projeto Círculo de Leitura formado por oficinas de teatro, dança, música, entre outras. “Mais do que essa ajuda financeira, a Fundação oferece suporte técnico para organizarmos e planejarmos nossas atividades”, ressalta Elita de Paula Silva, vice-presidente do Grupo.

Parcerias

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Nely, da Ascati, conta que o apoio dado pela Fundação ajudará na compra de uma talha e de um novo fogão

A Fundação contou com o apoio de mais de 30 empresas parceiras para a realização do Arraiá d’Ajuda. Além da contribuição financeira, elas compraram convites para seus colaboradores e ajudaram na organização do evento. A Tudo Eletro, por exemplo, comprou 80 ingressos, e a analista de Qualidade, Marina Rosa, integrou as comissões de decoração e seleção das entidades beneficiadas. “Essa parceria existe há mais de quatro anos. É uma satisfação imensa poder ajudar”, afirma.


Melhor idade com todo pique

Os participantes do Programa Andanças podem até não ser mais tão jovens, mas dão exemplo de disposição. Só no primeiro semestre desse ano, mais de 700 aposentados, suas esposas e pensionistas participaram das ações esportivas e culturais do projeto, desenvolvido pela Fundação ArcelorMittal Acesita em parceria com a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Timóteo e a Prefeitura Municipal. Hidroginástica, natação, alongamento, dança e macroginástica fazem parte da agenda das práticas alternativas de saúde. Teatro, seresta e coral completam a extensa lista de atividades.

Além de acompanhar junto aos participantes as evoluções do corpo e da mente e promover a cidadania e a qualidade de vida dos idosos, o programa tem como linha de abordagem ações preventivas de saúde. “O objetivo é prepará- los para a terceira idade, um caminho natural que pode e deve ser vivenciado com ganhos e autonomia”, ressalta Márcia Ferreira, coordenadora de projetos da Fundação.

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Uma série de oficinas foram oferecidas aos participantes do Andanças durante o último Seminário

Memória em dia

Este ano, também aconteceu o 16º Seminário de Saúde, em julho. O tema foi escolhido pelos próprios participantes dentro da metodologia participativa do programa: a memória. Durante três dias, cerca de 540 pessoas assistiram a palestras ministradas por terapeutas, psicólogos e gerontologistas. “A proposta foi trabalhar na prevenção das doenças degenerativas, como o Alzheimer”, explica Márcia.

Os participantes também foram envolvidos em dez atividades e oficinas para ativar a memória. “Os resultados superaram as expectativas. Aplicamos um pesquisa após o seminário e obtivemos 90% de satisfação”, comemora.

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