Revista Espaço

Mil e uma habilidades

Empregados conciliam atividade profissional e aptidão artística

Balé clássico, dança de salão, artes cênicas, música sertaneja, MPB. As manifestações artísticas são variadas assim como as habilidades dos empregados da ArcelorMittal Inox Brasil. Thiago Barbosa, analista de Suprimentos e Qualidade, começou a dançar forró em 1998, aos 16 anos. Gostou tanto que decidiu evoluir para a dança de salão, até que percebeu que poderia aprimorar ainda mais a sua habilidade se fizesse aulas de balé clássico. E daí não parou mais. Passou do clássico para dança contemporânea e jazz, participou de workshops e oficinas em grupos consagrados como Grupo Corpo, 1º Ato e Mimulus Cia de Dança. “Essa é uma parte do meu currículo da qual tenho muito orgulho”, enfatiza Thiago.

O analista técnico de Manutenção João Júnio Pereira Lino também possui uma segunda profissão: cantor e compositor. Montou com seu irmão a dupla sertaneja Érick e Júnior, que faz sucesso no Vale do Aço. “A música é um hobby, mas não me imagino vivendo sem ela”, revela João. O objetivo da dupla é gravar um CD, inclusive com músicas de autoria do próprio João.

Outro amante da música é o analista de Manutenção Renato Aloísio Damasceno, que canta desde a década de 80. Atualmente, apresenta-se em bares no estilo “voz e violão” e integra a banda Ases do Samba. “Com outros quatro amigos, faço shows na época do carnaval e em casas que tocam samba de raiz”, relata Renato.

Formado em Artes Cênicas por dois institutos especializados na área, o ajudante de produção da planta de São Paulo, Alexandre Rodrigues Nogueira, atualmente desenvolve textos para serem encenados, além de participar de atividades voluntárias que envolvem o teatro. “Quero agora aprimorar ainda mais as minhas habilidades artísticas, principalmente as circenses”, conta Alexandre.

Nem só música, nem só dança. O supervisor de turno Edson Moura Oliveira conseguiu reunir diferentes aptidões artísticas no grupo Afoxé, fundado por ele e outros amigos em 1996. “Afoxé significa ritmo, instrumento e dança, ou seja, resume tudo o que buscamos valorizar na cultura negra”, explica.

Há mais de 30 anos engajado no movimento negro, Edson encontrou maneiras de expressar a cultura afrodescendente. “É possível unir arte e responsabilidade social. É isso que queremos com o Afoxé: conscientização por meio da música e da dança”, diz.

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