Revista Espaço

O futuro que está nos ventos

Aços elétricos da ArcelorMittal Inox Brasil ajudam a impulsionar a energia eólica no país

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Cata-ventos da Impsa no Parque Eólico de Praias de Parajuru, no Ceará

O Brasil está se preparando para incorporar à sua matriz energética a energia eólica. Em dezembro de 2008, o primeiro leilão do país nesse setor definiu a construção de 71 empreendimentos. Parte deles deve entrar em operação em 2012, quando acrescentarão 1.805,7 megawatts (MW) ao mercado. No total, serão investidos R$ 9,4 bilhões na construção das novas usinas, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A decisão estratégica do governo brasileiro de apostar na diversificação de seu parque energético e de investir em fontes cada vez mais limpas de energia abre novas possibilidades para os aços produzidos pela ArcelorMittal Inox Brasil. Para gerar toda essa energia, está prevista a construção de 773 aerogeradores (gerador elétrico integrado ao eixo de um cata-vento que converte energia mecânica proveniente do vento em energia elétrica).

Atualmente, duas grandes empresas do setor – Impsa (líder latino-americana em energias renováveis) e Wobben Enercon (subsidiária brasileira da Enercon, empresa alemã líder no mercado de tecnologia eólica) – usam os aços elétricos produzidos em Timóteo. O material primeiramente é vendido para empresas reprocessadoras, que estampam o aço e fornecem as lâminas para os fabricantes de aerogeradores.

Os aços da ArcelorMittal Inox Brasil atingiram esse setor em 2007, por meio dos equipamentos Wobben. Dois anos depois, o material começou a ser usado também pela Impsa.

Entre 2010 e 2011, a previsão é de que 27 mil toneladas de aço sejam usados na construção de aerogeradores. “Ou seja, em consequência do leilão, nossos produtos conquistam novo espaço no mercado”, explica Manuel Ferreira, analista de negócios da área de Vendas de Aço Elétrico e Carbono.

Potencial verde

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), se apenas 15% do potencial de geração de energia eólica na costa marítima brasileira fosse explorado, teríamos uma produção de até 12 vezes a usina de Itaipu. Isso mostra que existe um espaço considerável para o crescimento da energia eólica no país.

No mundo, o mercado para energias limpas está em expansão e a força dos ventos já ajuda a mover países como Noruega, Dinamarca, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Estados Unidos e Canadá. De acordo com o relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP, na sigla em inglês), em 2008 o mundo destinou US$ 51 bilhões para a energia eólica. O documento mostra que o Brasil foi um dos países que mais investiu em energias renováveis, tendo como destaques o etanol e a recente energia do vento.

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