Revista Espaço

Inox de ponta

Empresa começa a produzir aço inoxidável duplex, material com alta tecnologia agregada

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Desenvolvimento do aço duplex é resultado de dois anos de pesquisa

A nova fronteira do pré-sal(O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas que se estende por grande parte do litoral brasileiro com potencial para geração e acúmulo de petróleo. Ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas no fundo do mar e cobertas por uma extensa camada de sal, que atinge espessuras de até dois mil metros. A distância entre a superfície da água e os reservatórios de petróleo pode chegar a mais de sete mil metros. Em maio do ano passado, a Petrobras iniciou testes no poço de Tupi, na Bacia de Santos. Um mês depois, a Refinaria de Capuava, em São Paulo, refinou o primeiro volume de petróleo extraído da camada pré-sal, um marco histórico na indústria petrolífera mundial.) aumentará substancialmente as reservas de petróleo do país e, para explorar esse potencial, grandes investimentos serão necessários, tanto na exploração quanto no refino e distribuição. Frente à expectativa de aumento no consumo de tubos flexíveis, vasos, tanques, dutos e conexões pelo setor petroquímico, a ArcelorMittal Inox Brasil vem inovando sua linha de aços inoxidáveis, que tem sempre uma solução sustentável para qualquer aplicação. Os aços duplex fazem parte dessa nova linha.

Duplamente eficiente. Essa é a característica do aço inoxidável duplex que tem como missão de atender a rigorosas exigências industriais. Essa nova evolução combina propriedades de outros dois grupos: os ferríticos e os austeníticos. Daí o nome “duplex”. A fusão de propriedades faz com que o produto tenha altos níveis de resistência mecânica e à corrosão, características essenciais para sua aplicação nos processos de exploração do pré-sal e refino de petróleo.

Ao se preparar para ser produtora do duplex no país, a Empresa antecipou uma tendência de mercado e está se habilitando para atender à demanda. O Brasil é recordista mundial em exploração petróleo em águas profundas, alcançando poços submersos a mais de três mil metros de profundidade. “Explorar a camada pré-sal significa dar um salto de três para sete mil metros abaixo da lâmina d’água, o que demanda novos materiais, como o aço inoxidável duplex”, informa Paulo Bálsamo, gerente de Engenharia de Aplicação e Desenvolvimento de Mercado.

Para suportar a pressão da coluna d’água, os tubos flexíveis que conduzem o petróleo do poço até a plataforma devem apresentar alta resistência mecânica. Além disso, a acidez do óleo encontrado no pré-sal exige materiais mais resistentes à corrosão. O duplex não só conjuga essas características, como apresenta boa soldabilidade e elevado limite de escoamento, uma vez que permite a utilização em espessuras finas, o que torna a solução mais competitiva.

O aço duplex se destina ainda a toda a cadeia produtiva das indústrias de papel e celulose, química e alimentícia, com aplicações também em pontes e viadutos, trocadores de calor e tubos para óleo e gás, tanques de estocagem e de carga para navios e caminhões, sistemas de água do mar, entre outras.

Novas soluções para mercado

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Plataforma marítima da Petrobras conta com a qualidade do inox para extrair petróleo em águas profundas

Resultado de dois anos de pesquisa, o projeto se caracteriza como um dos mais importantes do Inox. Segundo Paulo Bálsamo, a ArcelorMittal Inox Brasil tem dois grandes desafios para consolidação do aço duplex no mercado. Além da divulgação de suas características e vantagens entre os clientes, é também tarefa da Empresa suportar tecnicamente a aplicação do produto. “Toda a cadeia precisa ser desenvolvida e contamos com nosso corpo técnico para oferecer o devido suporte técnico aos clientes e auxiliá-los na adequação de seus próprios processos”, acrescenta Paulo.

 

O material vem sendo desenvolvido pela ArcelorMittal Inox Brasil em um trabalho conjunto com plantas do Grupo na Europa. Equipes do Centro de Pesquisa, Aciaria e Laminação a Quente realizaram uma missão à Bélgica para entender como o material era produzido e, logo depois, fruto dessa visita, uma primeira corrida experimental foi feita na ArcelorMittal Timóteo.

De acordo com Ricardo Faria, assistente técnico do Centro de Pesquisa, a sinergia entre as unidades tem sido muito efetiva. “A troca de informações técnicas e melhores práticas de fabricação contribuem muito para a velocidade do desenvolvimento”, afirma. Ele destaca também o envolvimento e o comprometimento das equipes do Centro de Pesquisa, Metalurgia, Produção e Comercial.

“Estamos trabalhando com um material muito inovador em todas as suas etapas. Nessas horas, é importante que as pessoas continuem motivadas para criar soluções que superem os desafios. E é isso que tem acontecido”, conta Ricardo. “Aproveitando a sinergia com as outras unidades, estamos construindo juntos o futuro da Empresa”, completa Paulo Bálsamo.

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