Revista Espaço

Para saber ouvir

Campanha de saúde auditiva abrange empregados da ArcelorMittal Inox Brasil e escolas de Timóteo

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Ação nas escolas de Timóteo buscou sensibilizar também as famílias dos alunos

Ao lado do cotonete e do som alto, a desinformação é um dos vilões que contribuem para o aumento dos problemas auditivos entre a população. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no país 5,7 milhões de deficientes auditivos. Para colaborar no combate ao problema, a ArcelorMittal Inox Brasil promoveu, em novembro, uma campanha em prol da saúde auditiva, que contemplou cerca de cinco mil empregados de várias unidades da Empresa e cinco mil alunos do Ensino Médio de Timóteo.

Segundo a fonoaudióloga Laila Gomes Teixeira, o foco da campanha foi a prevenção. “A perda auditiva pode acontecer com envelhecimento, mas esse processo muitas vezes é acelerado por hábitos como o mau uso do cotonete e dos tocadores de música eletrônicos”, informa. Reuniões-relâmpago sobre o tema nas unidades da Empresa, palestras e distribuição de material informativo nas escolas foram algumas das ações realizadas.

Proteção natural

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Campanha envolveu empregados de diversas unidades. Na foto, reunião sobre o tema na ArcelorMittal Timóteo

“Ao contrário do que muita gente pensa, cera não é sujeira. É uma proteção natural do corpo contra micoses, vírus e bactérias”, explica Laila. Especialistas alertam também para o tempo de exposição e para a intensidade do volume dos tocadores digitais. “Um aparelho é capaz de reproduzir, dentro do seu ouvido, o mesmo nível de som de uma britadeira. O problema é tão sério que uma lei norte-americana determina a limitação do volume dos aparelhos a menos que 85 decibéis”, comenta Laila.

Segundo a Sociedade Brasileira de Otologia, o ruído causa perda da audição, zumbidos, distúrbios do labirinto, nervosismo, hipertensão arterial, gastrite e úlcera, entre outros problemas. Para mais informações, acesse o site www.saudeauditiva.org.br.

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