Revista Espaço

O céu não é o limite

Aço para veículo lançador de satélite é processado na ArcelorMittal Inox Brasil

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Veículo Lançador de Satélite VLS-1, no qual será aplicado o aço processado pela ArcelorMittal Inox Brasil

A missão: laminar a quente, recozer, decapar, cortar e embalar 25 toneladas de aço carbono P300M para aplicação no envelope motor de veículo lançador de satélite do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). O desafio: processar um material novo, de alta complexidade e que não tem similaridade com os demais produtos da ArcelorMittal Inox Brasil. Desafiadas a cumprir a missão inédita, disparada pela área Comercial, as equipes de Produção, Metalurgia, Controle de Processo, Operação e Pesquisa se uniram, planejaram e executaram a tarefa com perfeição.

Airton de Carvalho, gerente geral de Negócios em Aços Elétricos e Carbono, conta que a ArcelorMittal Inox Brasil foi procurada por sua reconhecida excelência na produção de aços especiais. “Após uma pesquisa de mercado, o IAE avaliou que apenas a nossa Empresa teria condições de processar o material com a qualidade necessária. Foi uma tarefa bem interessante, pois envolveu todo nosso aparato técnico e comercial para atingir um objetivo comum, em uma operação completamente atípica”, diz.

Criatividade e precisão

De acordo com o coordenador de Metalurgia de Carbono, Edson Rossi, essa foi a terceira experiência na prestação de serviços para o IEA. O aço P300M foi produzido pela Villares Metals, por não fazer parte do portfólio de produtos da ArcelorMittal Inox Brasil. “Saímos da rotina. Usamos a criatividade para encontrar soluções em etapas críticas, empregamos a metodologia de análise de falhas em todo o processo e realizamos simulações no Centro de Pesquisa para garantir o sucesso do trabalho”, relata Edson.

Uma equipe do IAE acompanhou todo o processo e aprovou o resultado. “É um material difícil de ser trabalhado e sua aplicação envolve riscos profundos. Pelas experiências anteriores, confiamos na qualidade do trabalho da ArcelorMIttal Inox Brasil para executar esse serviço”, afirma o Tenente-Coronel César Demétrio, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Instituto de Aeronáutica e Espaço.

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