Revista Espaço

Consciência é a melhor brigada

Redução de queimadas durante a seca garante crescimento das árvores de espécies nativas plantadas em Timóteo

A comparação impressiona. Nos primeiros meses do ano passado, as áreas de vegetação queimada em Timóteo chegaram a 20 hectares. Em 2009, ao final do mesmo período, menos de seis hectares haviam sido alcançados pelo fogo. Esse resultado é fruto dos esforços empreendidos pela ArcelorMittal Inox Brasil e diversos parceiros para evitar queimadas na região. A base do trabalho é a conscientização dos moradores.

Só este ano, 9,1 mil alunos das redes pública e particular de Timóteo receberam material informativo da Campanha de Combate a Incêndios Florestais, promovida pela Empresa. “Não podemos descuidar. A tendência é fecharmos o ano com um índice pluviométrico maior do que o de 2008, porém com chuvas mais concentradas e períodos de estiagem mais severos”, alerta Luiz Antônio Ferreira, assistente administrativo do Departamento de Meio Ambiente da Fundação ArcelorMittal Acesita.

As ações incluem a manutenção dos aceiros construídos em 2008, o recadastramento de aproximadamente 1,8 mil residências próximas às áreas monitoradas e as atividades da Rede de Vizinhança, formada por 60 pessoas preparadas para serem multiplicadoras das informações sobre formas de preservação ambiental. A colaboração dos moradores é fundamental para a prevenção e controle de incêndios. Por meio de ligações gratuitas para o telefone 0800 286 7002, a população pode informar sobre qualquer ameaça de fogo. Quanto mais rápido o incêndio for contido, menor o estrago.


Bolsão de Mata Atlântica

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Luiz no viveiro de mudas do Oikós. Cada espécie exige condições específicas para crescer

Dos 14.399 hectares que compõem o município de Timóteo, 12.139 hectares (84%) são formados por reservas de Mata Atlântica – 2.504 hectares pertencem à ArcelorMittal Inox Brasil, 4.535 constituem Área de Proteção Ambiental (Apa) e 5.100 fazem parte do Parque Estadual do Rio Doce. A cidade ostenta o invejável índice de 1.044 metros quadrados de mata por habitante.

As ações de recuperação dessas áreas serão favorecidas pelo convênio com o Projeto de Proteção da Mata Atlântica (Promata-MG), que prevê o plantio de 30 mil mudas de 50 espécies nativas variadas até o final de 2009. A iniciativa contempla 20 hectares do bairro Santa Maria, 17 ha do bairro Bandeirantes, 16 ha da área atrás da rodoviária e próxima à sinterização da Usina, e 8,6 ha do bairro João XXIII, além da conclusão do trabalho já iniciado no bairro Vale Verde.

Luiz Antônio Ferreira explica ainda que para realizar o plantio é preciso observar as proporções recomendadas para o equilíbrio entre espécies classificadas como pioneiras, secundárias ou clímax. “As pioneiras, como jacarandá branco, ipês e pau-jacaré, são mais resistentes ao sol e devem representar 65% do total de mudas plantadas. As secundárias, como angico e paineira, já são um pouco mais exigentes com relação à exposição aos raios solares e somam 30% do plantio. E as chamadas clímax, como o jequitibá, o jatobá e o ipê rosa, são bem mais frágeis e precisam de muita sombra para crescerem e representam 5% do total de mudas. Para que essa distribuição seja feita, um mapa do plantio indica as proporções ideais para o bom desenvolvimento das mudas”, ensina.


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