Revista Espaço

Encanto que os males espanta

Coros da ArcelorMittal Inox Brasil democratizam acesso à música de qualidade, com benefícios físicos, psicológicos e sociais para os cantores

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As meninas cantoras soltam a voz

Todos os anos, os moradores do Vale do Aço são presenteados com a tradicional Cantata de Natal da ArcelorMittal Inox Brasil, um espetáculo de sons, luzes e cores que emociona pessoas de todas as idades. Para levar afinação às sacadas da Fundação ArcelorMittal Acesita, em Timóteo, o maestro Luciano Mendes Lima desenvolve um trabalho cuidadoso e conta com a dedicação dos adultos, meninas e meninos cantores.

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O encontro dos três coros, regidos pelo maestro Luciano Lima

Desde 1987, o Coral ArcelorMittal Inox Brasil, formado por 22 moradores da região, embala o público com sua música. Em 1994, 25 crianças foram reunidas no coro dos Meninos Cantores da ArcelorMittal Inox Brasil. Em 2007, foi a vez das 25 Meninas Cantoras da ArcelorMittal Inox Brasil, filhas de empregados, soltarem sua voz. Os benefícios, segundo o maestro, vão desde o estímulo à concentração, memória e disciplina, até o controle da respiração, essencial para a boa circulação sanguínea e para a resistência física. “Além disso, o coral promove a sociabilidade e o espírito de equipe”, enumera o maestro Luciano.

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Coro de adultos também encanta plateias em Timóteo

O acompanhamento da vida escolar dos coralistas, os encontros de integração, as atividades de expressão corporal e as aulas sobre história da música são outras ações dos corais adulto e infantis. “Acho que a sociedade seria melhor se tivesse mais música. É enorme a contribuição do canto para o comportamento das crianças”, diz Leandro Schneider, comerciante e integrante do coral adulto.

“Entrei no coral há seis anos. No início, ficava totalmente perdida, mas a gente aprende aos pouquinhos. Primeiro, vai decorando. Depois, passa a entender partitura. Apresentar é muito emocionante e também uma responsabilidade imensa. É gratificante quando as pessoas aplaudem e vêm nos cumprimentar, às vezes, chorando e dizendo que nunca ouviram coisa tão bonita”, conta a estudante Simone Rocha, de 26 anos.


Confira os depoimentos de crianças e de seus pais sobre o coro

“Fui convidada a entrar no coral por uma amiga. O que eu mais gosto é de ler as músicas com a partitura e ensaiar. Ficamos muito animadas quando tem alguma apresentação. Na hora a gente fica um pouco nervosa, mas depois passa.”

Jayana Rodrigues, 11 anos

“No coral, Jayana tem aprendido muito sobre disciplina e cumprimento de horários. Ela adora cantar e já começou a me ensinar algumas coisas. Não perco uma apresentação. Os profissionais da Fundação são sempre atenciosos. Quando tem alguma atividade que pode atrapalhar a escola, eles mandam bilhete ou ligam para avisar. De tanto ela falar, decidi entrar no coral de adultos.”

Ilsineia Rodrigues, mãe da Jayana

“No coral tem gente dos bairros do Macuco, Limoeiro e Alphaville. O ensaio é aqui no Macuco, pertinho da minha casa. A gente aprende a ler nota, usar a voz… O que mais me anima são as apresentações. Já me acostumei e nem fico nervoso. Para entrar no coral, precisa ter voz, disciplina e muita sabedoria.”

Luiz Fernando Inô Morais, 11 anos

“Luiz começou com sete anos, nem sabia ler ainda. No começo, fiquei preocupada e fui falar com o maestro Luciano. Mas meu filho aprendeu tudo e já completa quatro anos de canto. Ele tem uma voz tremenda! No coral é muito dedicado, mas na escola é um pouco difícil. O negócio dele é musica. Ele fala sempre do Luciano e eu tiro o chapéu pro maestro. Tem que ter muita paciência”

Lucilene Inô Morais, mãe do Luiz Fernando

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