Revista Espaço

Maturidade aos 15

Neste aniversário, a Fundação ArcelorMittal Acesita celebra a construção de um modelo de atuação eficaz para o desenvolvimento social

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Melhoria da qualidade de ensino é um dos objetivos da Fundação. Na foto, Claudinéia Amaral, aluna da E. E. João Cotta Figueiredo Barcelos

Em 14 de junho de 1994, a ArcelorMittal Inox Brasil plantou em Timóteo uma semente que carregava o dom de germinar. Daqueles pequenos ramos surgiram galhos firmes, que se entrelaçavam e, aos poucos, modificavam sua própria estrutura e todo o ambiente ao redor. Hoje, ao completar 15 anos, a Fundação ArcelorMittal Acesita é uma frondosa árvore de transformação social, cuja sombra já alcança o Vale do Jequitinhonha e cujos frutos beneficiam cada vez mais pessoas.

A história da Fundação, do ponto de vista de seu presidente, Anfilófio Salles Martins, está delimitada em três tempos: 1994-2000; 2000-2005; e de 2005 até os dias de hoje. Logo após a privatização, entre 1994 e 2000, a Empresa criou a instituição, equipou-a, investiu na elaboração de instrumentos, estabeleceu parcerias e implementou projetos estratégicos. Foram criados a Agência de Desenvolvimento de Timóteo (ADT), o Centro Cultural e o Instituto do Inox.

De 2000 a 2005, acompanhando a evolução do pensamento sobre a responsabilidade social empresarial, a Fundação passou a atuar como verdadeira agente de desenvolvimento, com foco na chamada cidadania emancipada. “A Empresa decidiu deixar de ser geradora de emprego para se tornar geradora de riqueza. Passamos então a estimular a gestão, a capacitação, o conhecimento e a profissionalização de instituições públicas e privadas. O incentivo ao empreendedorismo cria uma nova perspectiva e oferece às pessoas e às instituições a chance de planejar seu futuro”, recorda Salles.

Nesse período, o Instituto do Inox e a ADT, por meio de seus cursos, fomentaram o mercado regional de tecnologia, produtos e serviços ligados ao material. Surgiram então diversas empresas voltadas para o segmento, o que impulsionou o projeto Timóteo Capital do Inox, lançado em 1997, com o objetivo de fazer da cidade um grande centro fabricante de produtos a partir do aço inoxidável.

Formato azeitado

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Neide Regina da Silva, diretora da E. E. Tenente José Luciano, recebe livro do diretor de Produção, Clênio Guimarães

A partir de 2005, a Fundação ampliou seu escopo de atuação. Além dos municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço, onde vivem 500 mil pessoas, a entidade passou a atender também às seis cidades situadas na área de influência da ArcelorMittal Jequitinhonha (Turmalina, Capelinha, Veredinha, Minas Novas, Itamarandiba e Carbonita), que reúnem 130 mil habitantes. A Empresa produz naquela região carvão vegetal (fonte de energia renovável) para abastecer a Usina Siderúrgica.

Ainda segundo Salles, o momento atual é marcado também pela alta representatividade da Empresa, via Fundação, junto às comunidades; pelas melhorias ambientais proporcionadas pelo Programa de Gestão de Áreas Verdes; pelas ações de estímulo ao empreendedorismo jovem; pelo apoio contínuo à formação profissional de empregados e familiares; pela qualidade de vida na terceira idade; e pela articulação cada vez mais intensa com instituições, tais como: Associação Junior Achievement, serviços nacionais de aprendizagem Industrial (Senai) e Rural (Senar), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Prefeitura de Timóteo e Governo de Minas Gerais e outros órgãos. “Ao longo desses 15 anos, a Fundação vem tecendo uma verdadeira rede de colaboração para o desenvolvimento sustentável”, completa Salles.

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Salles no lançamento do livro: “Queremos que essa obra torne-se uma efetiva fonte de consulta

Tendo a educação como foco principal de atuação, a partir deste ano, esforços diferenciados estão sendo direcionados para duas escolas de Timóteo como forma de torná-las modelos de educação e qualidade do ensino: Escola Estadual Professora Ana Letro Staacks e Escola Estadual João Cotta Figueiredo Barcelos.

A instituição também procura trabalhar esse tema de forma transversal nas atividades de meio ambiente, promoção social, cultura e capacitação profissional. Coral Infantil, combate às drogas, democratização da arte e do esporte, por exemplo, são vertentes de atuação associadas à área educacional. “Para minha filha Júlia, o coral Meninas Cantoras teve um impacto muito positivo em termos de comportamento, atenção e autoestima. Acredito muito no poder da arte para a formação humana. Os profissionais da Fundação são verdadeiras referências para esses jovens”, emociona-se Patrícia Nunes Silva Elias.

Tecendo o futuro

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Fachada da Fundação ArcelorMittal Acesita, em Timóteo

Para comemorar este aniversário, o lançamento do livro Timóteo – Um município brasileiro encerrou a programação do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, no Centro Cultural da Fundação. A publicação é um presente da ArcelorMIttal Inox Brasil à cidade, que completou 45 anos no dia 29 de abril. Com tiragem de dez mil exemplares, o livro contou com a colaboração de pessoas da comunidade, que compartilharam documentos e memórias para o resgate da história de Timóteo e será distribuído às escolas públicas e privadas do município.

Um planejamento de aulas, com orientações sobre como trabalhar cada capítulo e sugestões de atividades para aproveitar ao máximo seu conteúdo, será oferecido aos professores. “Queremos que essa obra torne-se uma efetiva fonte de consulta para estudantes, educadores e a comunidade em geral”, afirma Salles.

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