Revista Espaço

Soma que dá zero

Durante a Sipat 2009, empregados iniciam implantação da Jornada para o Zero

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Grupo multifuncional discute problemas e soluções para a segurança

Está provado que a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) é uma excelente oportunidade para mobilizar pessoas em projetos na área de saúde e segurança, a exemplo do que ocorreu em 2008, com a Vigilância Compartilhada; em 2007, com a norma internacional OHSAS18001; e em 2006, com a reformulação do Tolerância Zero. Este ano, entre os dias 16 e 19 de fevereiro, os empregados da ArcelorMittal Timóteo foram convidados a participar da implantação da Jornada para o Zero Acidente, grande aposta do Grupo para melhorar o desempenho de saúde e segurança em todas as suas unidades.

Desta vez, o evento adotou um novo modelo, com atividades descentralizadas nas áreas, que facilitaram a participação de 86% dos empregados. A estatística aponta para o sucesso do projeto, pois seu grande diferencial reside justamente no envolvimento de todos na identificação de problemas e busca por soluções para a gestão de saúde e segurança.

Criada na ArcelorMittal Dofasco, no Canadá, a Jornada para o Zero será estendida a todas as unidades do Grupo. O projeto é também chamado de JTZ, sigla do nome em inglês Journey To Zero, que foi divulgado durante a Conferência das Lideranças, em setembro de 2008, em Nova Delhi, na Índia. Na ArcelorMittal Inox Brasil, a primeira apresentação sobre o JTZ aconteceu durante a Convenção das Ambições 2008, em dezembro.

A metodologia é simples e consagrada, como explica o gerente de Saúde e Segurança, Eduardo Barbosa de Almeida: “Utilizamos as etapas clássicas do PDCA(Do inglês, a sigla PDCA significa Planejar, Executar, Checar e Agir (Plan, Do, Check e Act). Trata-se de uma ferramenta de qualidade que estabelece quatro etapas para o ciclo de gestão de qualquer processo organizacional: planejamento e definição de metas e procedimentos; execução; verificação dos processos e resultados; e correção de eventuais desvios, continuidade e aprimoramento das ações.). O segredo está no comprometimento das lideranças, na participação de todos e na simplicidade das ações”.

Momento de reflexão

“A Sipat foi bem diferente e proveitosa. Tivemos a oportunidade de expor nossas ideias e sugerir melhorias. O grupo estava engajado, trabalhando junto e falando a mesma língua”, conta o empregado Reinaldo Santos Silva, do Alto-Forno 1.

A partir de um levantamento estatístico, foram identificadas 2.728 oportunidades de melhoria. Em reuniões com todas as equipes, os líderes apresentaram os problemas e coletaram sugestões, que foram consolidadas e geraram 1.906 soluções. Dessas, 1.078 foram consideradas de fácil correção, como pequenos reparos em instalações e equipamentos, e classificadas como do tipo ‘Ver e agir’. Imediatamente, os empregados organizaram-se em mutirões e colocaram-nas em prática.

Entre as demais soluções, foram priorizadas aquelas com maior benefício e menor dificuldade de implantação. Ao final do processo, cada gerência definiu cinco soluções a serem executadas – as duas primeiras serão acompanhadas  bimestralmente pelo comitê de JTZ e as outras três, mensalmente pelo gerente-geral da área.

Três projetos corporativos ficaram definidos para implantação em toda a Empresa: Avaliação de acidentes externos (ações educativas, acompanhamento estatístico e reconhecimento); Utilização de corrimãos em toda a empresa; e Estudo e implantação de rota de fuga nos escritórios.

“O JTZ tem tudo para ser um sucesso, principalmente pela fantástica participação que proporciona. A implantação foi bem-sucedida e tenho certeza de que as excelentes ideias que colhemos nos conduzirão nessa jornada para o zero”, acredita Helvio Caldeira, gerente de Redução. O primeiro encontro para avaliação de resultados será realizado no Health and Safety Day, dia 28 de abril.

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