Revista Espaço

Pilotagem segura

Motociclistas da ArcelorMittal Timóteo participam de curso de qualificação sobre direção defensiva e tráfego

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Mais do que habilidade, a execução de uma manobra sobre duas rodas exige perícia, raciocínio rápido e conhecimento. Com concentração e domínio das técnicas de condução, o piloto é capaz de antever situa- ções de risco e tomar decisões conscientes. É por isso que empregados da ArcelorMittal Timóteo estão participando do Curso de Qualificação de Motociclistas, realizado por meio da parceria entre a Empresa, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e a loja Mavimoto.

Desde março, motociclistas que circulam na área da Usina assistem às aulas teóricas e também práticas. A previsão é de que cerca de 1,2 mil pessoas sejam qualificadas até o final de 2009. O diretor de Produção da ArcelorMittal Inox Brasil, Clênio Guimarães, fez a abertura da aula inaugural, que aconteceu no início de março. “Buscamos uma mudança no comportamento para que todos tenham uma atitude prudente e técnica ao dirigir uma motocicleta”, ressaltou.

Willian de Maria Carvalho, presidente da Cipa, conta que a iniciativa foi motivada pelo crescimento substancial de motocicletas no trânsito urbano. “Esse fato provocou um aumento no número de acidentes envolvendo motociclistas. O curso evidencia a preocupação da ArcelorMittal Inox Brasil com a saúde e segurança dentro e fora da Empresa”, afirma Willian.

“A criação dessa pista para disseminar a educação no trânsito era um sonho antigo. A maior satisfação será verificar, daqui a algum tempo, a redução no número de acidentes com motociclistas”, almeja Carlos Magno Barbosa, diretor executivo da Mavimoto. Ele acrescenta que o curso é aberto à comunidade e está sendo viabilizado também em parceria com outras instituições, como a Polícia Militar de Ipatinga e João Monlevade.

Máquina limitada

Durante as cinco horas de treinamento, os participantes têm a oportunidade de aprender técnicas de direção defensiva, conceitos sobre o tráfego e procedimentos específicos para a condução de motos. Marcos Sávio, assistente técnico da Engenharia, pilota motocicletas há mais de 30 anos e recomenda o curso para veteranos e iniciantes. “O conteúdo é abrangente, a carga horária adequada e o ambiente agradável. Além das orientações teóricas sobre postura, atitudes no trânsito e equipamentos de proteção, a parte prática ajuda os condutores a aprender a andar com cuidado. Na verdade, muitos motociclistas correm porque não têm controle do veículo em baixa velocidade”, diz.

Um dos erros mais comuns diz respeito ao uso dos freios. É preciso ter atenção ao tempo que se leva entre observar o obstá- culo e acionar o comando até a parada total do veículo. Os freios devem ser acionados simultaneamente, de forma progressiva, na proporção de 60% para o dianteiro e 40% para o traseiro. Quanto maior a velocidade, maior deve ser o percentual de uso do freio dianteiro em relação ao traseiro.

A postura também é fundamental no momento da frenagem, pois o corpo do condutor é projetado para frente. Esse movimento deixa a traseira leve, o que pode ocasionar a ‘rabeada’ que joga a pessoa no chão. “O importante é conhecer e respeitar os limites da motocicleta”, alerta Carlos.

Arthur Machado, analista técnico da gerência de Geração e Distribuição de Fluidos, pratica motociclismo esportivo e aprova a iniciativa da Empresa. “Já participei de outros cursos e essa foi uma oportunidade de reciclar meus conhecimentos. Da manutenção do equipamento ao domínio das técnicas de pilotagem, o conteúdo foi muito proveitoso”, destaca.

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