Revista Espaço

Matriz mais energética

Governador Aécio Neves anuncia início das obras de construção do Gasoduto do Vale do Aço

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Aécio Neves assina ordem de serviço que formaliza começo das obras

O presidente da ArcelorMittal Inox Brasil, Paulo Magalhães, representou a Empresa em cerimônia realizada no Palácio da Liberdade, dia 19 de março, em Belo Horizonte, na qual o governador Aécio Neves assinou a ordem de serviço que formaliza o início da construção do Gasoduto do Vale do Aço. “O gasoduto aumentará a competitividade da ArcelorMittal Inox Brasil. Os benefícios, entretanto, vão além. Com essa obra, todo o Vale do Aço se tornará mais atrativo para novos empreendimentos ”, vislumbra Paulo.

“Tendo em vista a gravidade da crise econômica, essa iniciativa é estratégica para gerar empregos e estimular o setor privado a continuar produzindo. Não é por outra razão que mantivemos intactos todos os nossos projetos de avanços e qualificação da infraestrutura. Dessa forma, estaremos contribuindo para que o Brasil possa recuperar o dinamismo da sua economia, perdido nos últimos meses”, afirmou Aécio Neves, em pronunciamento durante o evento.

Com investimento da ordem de R$ 635 milhões, o gasoduto é a principal obra do plano de expansão da Gasmig, concessionária de distribuição de gás canalizado controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Na primeira etapa, concluída em 2006, foram construídos 53 quilômetros de duto entre São Brás do Suaçuí e Ouro Branco. Na segunda, o gasoduto seguirá até o município de Belo Oriente, com o acréscimo de 280 quilômetros. Ao final do projeto, previsto para o primeiro trimestre de 2010, a Rede de Distribuição de Gás Natural do Vale do Aço terá 333 quilômetros de extensão e capacidade para transportar 2,4 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Produção ‘flex’

A chegada do gasoduto ao Vale do Aço permitirá à ArcelorMittal Inox Brasil substituir o consumo de mais de 4,5 milhões de Kg/mês de gás liquefeito de petróleo (GLP) em seu processo industrial. O combustível representa hoje 12% da matriz energética da Usina, incluindo o redutor, o que faz da ArcelorMittal Timóteo uma das maiores consumidoras individuais de GLP do Brasil. Após a substituição, a Empresa deverá consumir até 6 milhões de Nm³ de gás natural por mês. Fonte de energia menos poluente e mais barata, o GN proporcionará uma economia de R$ 13 milhões e uma redução nos níveis de emissão de dióxido de carbono (CO2) de 37 mil toneladas por ano, aproximadamente.

Para isso, também serão necessárias obras na planta de Timóteo, como a construção de um pipe line (linha de transmissão de gás) e a adequação dos equipamentos que hoje consomem GLP. O pipe line interligará a tubulação da Gasmig aos equipamentos consumidores. Segundo o consultor da diretoria Técnica, Roberto Manella, a substituição do GLP será feita em etapas, ao longo de 11 meses, a partir da chegada do novo combustível. “Começaremos pelos fornos de reaquecimento da Laminação a Quente, que têm a vantagem de possibilitar a utilização do GN sem a necessidade de modificações nos seus equipamentos de combustão”, informa.

Roberto acrescenta que o projeto prevê ainda a possibilidade de uso do GLP em caso de emergência. “A condição ‘flex’ resguarda a continuidade de nossas operações em caso de desabastecimento de gás natural”, comenta. O uso do GN no processo diminuirá o consumo de gás de alto-forno. “Por isso, existe um estudo para a utilização do gás de alto-forno excedente para uma cogeração de vapor e eletricidade. O potencial poderá chegar a 10 Mega Watts médios, energia suficiente para suprir 10% do consumo atual da ArcelorMittal Timóteo”.

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