Revista Espaço

Vocação pioneira

Tecnologia inédita no setor florestal, inteiramente desenvolvida pela Empresa, atesta vocação para o pioneirismo

A equipe da BioEnergia, que atuou na automação dos fornos da UPE São Bento, ganhou uma viagem internacional em reconhecimento aos benefícios gerados pela iniciativa

A Aperam BioEnergia concluiu, em novembro de 2016, a automa­ção dos fornos de produção de carvão da Unidade de Produção de Energia (UPE) São Bento, no Vale do Jequitinhonha. A ação dá se­quência à adoção de uma tecnologia inédita (A concepção do projeto teve início em 2015, quando a UPE Lagoa foi a primeira a passar pelo processo de automação )no setor florestal, inteiramente desenvolvida pela equipe interna.

O engenheiro mecânico da BioEnergia, Benone Magalhães Braga, lembra que o desejo de aprimorar o sistema de carbonização (responsável por transformar a madeira em carvão) está no cerne da novidade. Na busca por opções que viabilizassem a substitui­ção do controle manual da temperatura no interior dos fornos por métodos automatizados, a Empresa realizou benchmarkings com universidades e outras indústrias do ramo.

As soluções criadas pela equipe da BioEnergia incluíram a insta­lação de termoresistências no interior dos fornos, para monitorar e enviar as informações sobre a temperatura para uma central computadorizada; e a criação de válvulas do tipo “selo d’água”, que controlam remotamente a entrada de ar atmosférico no forno, com excelente eficiência de vedação. A tecnologia das válvulas foi patenteada pela Empresa e, recentemente, foi vendida a uma empresa do setor florestal.

Os benefícios gerados pelo projeto são múltiplos: os equipamentos de controle de temperatura permitem à BioEnergia carbonizar a madeira a temperaturas baixíssimas e inéditas no setor, assegurando a mínima degradação do carvão e o aumento da sua resistência e tamanho médio. Outro destaque é a melhora das condições ergo­nômicas e de segurança dos empregados, já que as atividades manuais próximas ao forno foram eliminadas. Os custos de produção do carvão também foram reduzidos, bem como as emissões de metano provenientes dos fornos.

“Com esse projeto, feito a várias mãos, com a participação de diversas áreas da BioEnergia, alcançamos um nível inédito de confiabilidade das informações de temperatura dos fornos, que­brando paradigmas do setor florestal”, resume a técnica operacional Jéssica Cordeiro.

Em abril, o projeto conquistou o primeiro lugar geral em uma premiação do Grupo Aperam e dez representantes da BioEnergia farão uma viagem internacional como reconhecimento.

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