Revista Espaço

Planejando o futuro

Plano conta com apoio técnico da Fundação40

O município de Timóteo está próximo de contar com um suporte valioso no fortalecimento das políticas públicas para crianças e adolescentes. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), em parceria com a Fundação Aperam Acesita, Secretaria Municipal de Assistência Social e apoio da Fundação Itaú Social, finalizará o Plano Municipal para Infância e Adolescência no primeiro trimestre de 2016. O documento decenal pode nortear as prioridades de investimento na área junto ao poder executivo. A cidade será uma das primeiras no Estado a contar com esse orientador.

Legado

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Maria Eduarda Brommonschenke
Aluna do 8° ano da Escola Estadual Professora Ana Letro Staacks

Além de diretrizes para os próximos 10 anos, o CMDCA já ganhou outro reforço de peso. Na construção do plano foi criada a Rede DCA, uma comissão intersetorial, que conta com a participação de diversas organizações e atores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, como a Fundação, a Polícia Militar, o Ministério Público, e representantes das Secretarias Municipais, dos conselhos municipais, etc.

A expectativa é que a Rede DCA seja mantida e atue no monitoramento das ações. “Formamos um grupo integrado e a aplicação de uma metodologia participativa permitiu que todos fossem ativos desde o diagnóstico à proposição de ideias. O legado extrapolou o objetivo inicial (plano) e a Rede é um exemplo disso”, ressalta Venilson Vitorino, presidente da Fundação.

Quem se destacou nos encontros foi Maria Eduarda Brommonschenkel, de 13 anos, aluna do 8° ano da Escola Estadual Professora Ana Letro Staacks. A participante mais jovem da Rede acompanhou as discussões, opinou e ainda levou o tema para a sala de aula. “Compartilhei as ideias na escola e fizemos uma atividade. Em seguida, eu trouxe para a Rede as observações dos meus colegas”, lembra. Ainda em dúvida entre o Direito e a Assistência Social como áreas de atuação, Maria já sabe que pretende continuar na Rede. “Quero ser uma multiplicadora. É gratificante pensar que esse trabalho pode melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes”, completa.


Entrevista

Margarete Amorim, mestre em Educação, especialista em Psicologia Clínica, Organizacional e do Trabalho e pós-graduada em Clínica de Grupos, Organizações e Redes Sociais, atuou como consultora na elaboração do plano a convite da Fundação.

Por que a presença dos agentes locais foi relevante para a elaboração do plano?

O envolvimento deles é o que vai fazer com que o plano não fique “engavetado”, o que é comum quando uma consultoria contratada trabalha isoladamente. Quando o conhecimento da realidade é compartilhado em grupo, as soluções são construídas coletivamente e cada um se sente parte efetiva do processo.

Quais foram os maiores desafios?

Durante o trabalho foram dois: conciliar a ocupação dos participantes com as tarefas de elaboração do Plano e conseguir informações sobre o desrespeito aos direitos das crianças e adolescentes. O novo desafio é a manutenção dos encontros da Rede que terá, entre suas funções, o monitoramento do plano.

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