Revista Espaço

Música que inspira

Participantes do coral da Aperam marcam presença na 21º Cantata44

Há mais de duas décadas, o fim de ano em Timóteo (MG)é marcado por um momento especial: a apresentação da Cantata promovida pela Fundação Aperam Acesita. Vozes de 48crianças, adolescentes e adultos do Coral Aperam se harmonizam para encantar o público. O brilho e a preparação para o espetáculo são resultado da ação de importantes personagens como os irmãos Alice Souza, 12 anos, e Diogo Souza, 10 anos, além da professora Conceição da Silva e sua filha Gabriela Ferreira, 17 anos. Os quatro relatam, a seguir, como descobriram a música.

 

Parceria

No bairro Timirim, em Timóteo, Conceição e Gabriela aproveitam parte do tempo livre para ensaiar. Para a mãe, uma boa apresentação não tem mistério. “Sem disciplina e dedicação não tem jeito de cantar bem. Coral significa alinhamento e trabalho coletivo”, afirma. Conceição se interessou pela atividade depois de acompanhar a filha por dois anos no coro infanto-juvenil. Quando a jovem passou para o coral adulto, a mãe perguntou ao maestro se não poderia fazer um teste.

Hoje, as duas trocam dúvidas sobre notas e partituras. Conceição destaca que o aprendizado não se restringe ao conteúdo musical. “Descobrimos a história das canções e de seus autores. Além disso, aprendi a ser mais disciplinada e pontual”, comenta.

Para Gabriela, o coral proporciona um momento prazeroso em meio a rotina de estudante. A caminho do 3º ano do ensino médio, ela já escolheu o curso de engenharia civil, mas não planeja largar as aulas. “A música traz sensações boas. Além disso, venci a timidez da infância e posso desfrutar de mais tempo com a minha mãe”, destaca.

Irmãos

49

Maestro e professor Luciano Mendes, Gabriela, Conceição, Alice e Diogo

Na casa de Alice, de 12 anos, e Diogo, de 10 anos, a paixão pela música vem do berço. “O meu marido é músico e começou a tocar violão, guitarra e baixo na adolescência”, conta a mãe, Elizabeth de Souza,técnica em análises clínicas, que mora em Coronel Fabriciano (MG). Há quatro anos, as crianças fazem parte do coro infanto-juvenil.

Alice utiliza vídeos na internet para conhecer mais sobre canções líricas. “Sonho em me apresentar fora do Brasil. Gostaria muito de fazer da música o meu trabalho”, revela a jovem, que também toca violão. Já Diogo, se aventura em outros instrumentos, como trompete e bateria (o preferido). Ele conta que apesar de esta ser a quarta vez em que participam da Cantata o contato com o público é especial: “Ainda sinto aquele frio na barriga antes de começar”.

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