Revista Espaço

Comida, trucks e inox

Nova onda do foodservice conta com as virtudes do aço

11A “febre” dos food trucks12 (veículos adaptados para produzir e vender alimentos) surgida nos Estados Unidos há muito atravessou fronteiras e ganhou o mundo. No Brasil, a prática já está regulamentada na maior capital do país, São Paulo. Legislativos de outras metrópoles, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, já analisam propostas semelhantes. A maioria desses empreendimentos procura aliar bons preços a cardápios mais caprichados, que vão além dos tradicionais fast foods.

Nesse novo ramo da gastronomia, uma matéria-prima vem ganhando destaque: o aço inoxidável, aplicado, principalmente, no mobiliário industrial e profissional das cozinhas ambulantes. A Aços Macom, cliente da Aperam há 30 anos, já estava habituada a fornecer equipamentos para hotéis, hipermercados e hospitais. Com mais de dois mil produtos no portfólio, a empresa passou a produzir chapas, fogões, fritadeiras, coifas, linhas de refrigeração vertical e horizontal para todo tipo de negócio sobre rodas.

“São equipamentos semelhantes aos das melhores cozinhas profissionais do Brasil. As adaptações se restringem às medidas e à fixação especial, para que nada se desloque ou se abra quando o veículo estiver em movimento”, explica Marcos Farah, diretor Comercial e de Marketing. Este ano, a empresa equipou mais de dez food trucks e estima que o faturamento cresça 10% em relação a 2014.


Benefícios

13Facilidade de limpeza e assepsia, na comparação com outros materiais, como plásticos e madeira, são alguns dos diferenciais do aço inoxidável que os chefes de cozinhas tradicionais já reconheciam e valorizavam – e que agora também seduzem os proprietários dos food trucks. “O inox é inerte à maioria dos compostos liberados por alimentos, incluindo seus aditivos químicos, ou seja, não altera os sabores. Além disso, temos verificado um aumento da utilização do material nas partes estruturais, como toldos e portas dos trucks, em função de sua elevada resistência mecânica e durabilidade”, destaca Tiago Lima, engenheiro de Aplicação da Aperam.

Menos manutenção13a

Na Fag Brasil, empresa especializada na adaptação de veículos para as mais diversas utilizações, a maior parte dos pedidos de food trucks (90%) conta com aplicações do aço inoxidável, que contribui para reduzir o índice de manutenção. Cada projeto tem direito a um ano de garantia e a dois anos de revisões preventivas. Em média, um truck necessita de 250 quilos de inox.

O bom momento desse setor vai motivar a ampliação do espaço físico e a contratação de representantes comerciais. “Este ano o número de orçamentos aumentou quase 40%. Prevemos essas mudanças em 2016 para elevar ainda mais os pedidos. As perspectivas são boas”, revela Gislene Gonçalves Viana, diretora comercial da Fag Brasil.

 


História em quatro rodas

  • Os primeiros registros de veículos adaptados para servir alimentos datam da década de 1870 nos Estados Unidos.
  • Após a Segunda Guerra Mundial, essa prática aumentou nos subúrbios daquele país, em regiões com população crescente e poucos restaurantes.
  • A crise mundial de 2008 deu cara nova ao negócio. Muitos empreendedores e chefes norte-americanos resolveram apostar nos food trucks em virtude dos custos menores. O segmento ganhou mais status.
  • Em 2012, a moda chegou a São Paulo e, desde então, algumas cidades brasileiras passaram a promover parques de food trucks, encontros em áreas públicas ou privadas para fomentar o negócio.
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