Revista Espaço

Passaporte para o aprendizado

Empregados contam os ganhos de experiência por trabalhar fora do país

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Ricardo Faria prevê muita interação e aprendizado com plantas da Europa

Os seis meses de intercâmbio na unidade do Grupo Aperam em Gueugnon, na França, representaram um período de intensa convivência com uma grande diversidade de ideias e opiniões para Fernando Cláudio de Oliveira, gerente executivo da Gerência de Laminação e Acabamento de Inoxidáveis, e o ensinaram a se adaptar mais facilmente às mudanças. “Não adquiri apenas conhecimento em métodos de trabalho. Também experimentei a cultura de outro país, vivenciei novos hábitos. Isso contribui para momentos em que temos de nos adaptar às transformações”, analisa.

Fernando embarcou com a família para o Velho Continente em 2012. Seu objetivo inicial era conhecer técnicas e processos ligados à manutenção dos equipamentos e à produção do inox. Retornando ao Brasil, deixou o cargo de gerente de operação para assumir o posto atual. “O aprimoramento conquistado na viagem influenciou diretamente na minha carreira”, observa.

Ida e volta

O assistente técnico, Ricardo Faria, da Gerência de Laminação e Acabamento de aços inox, embarcou na mesma oportunidade recentemente. Desde abril, ele atua na Unidade de Isbergues, no norte da França, onde permanecerá por três anos. “Vou contribuir com o desenvolvimento de novos produtos, realizar um papel transversal entre as quatro plantas industriais da Europa e de Timóteo. Voltarei mais preparado”, prevê.

A viagem significa também uma nova experiência para família. Com ele, foram a esposa e os filhos Arthur, de 7 anos, e Helena, de 3. “Quando recebi o convite, começamos a nos preparar. Meu filho iniciou aulas de francês e já cantava músicas infantis dentro do carro com a irmã. Será um período de descobertas para todos”, afirma.

Antes dessa experiência em 2004, o assistente já havia feito um intercâmbio também para a França, para a conclusão de um doutorado pela Escola de Minas de Ouro Preto.

Já Maíra Busnardo, acaba de retornar de Luxemburgo, onde atuou por três anos na matriz do Grupo Aperam. Ela foi como analista sênior e ao retornar se tornou gerente de Controladoria Comercial. Na bagagem, trouxe a fluência em um novo idioma, o aprendizado da cultura local e uma rede de contatos profissionais. “A vivência no exterior nos enriquece. Pude desenvolver um importante canal de troca de informações e benchmarking com colegas do grupo”, comenta.

Ganha-ganha

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Fernando: experiência ensinou a compreender a diversidade

Os projetos de intercâmbio e expatriação da Aperam proporcionam um benefício duplo, na visão da Nágyla Lima, analista de Recursos Humanos. “Há uma relação de ‘ganha-ganha’. A empresa se beneficia por contar com profissionais mais preparados e o empregado ganha uma oportunidade diferenciada para aprender e se aperfeiçoar”, destaca.

A Empresa oferece assistência completa ao empregado que está fora de seu país de origem, auxílio na obtenção de moradia e na mudança, assistência médica, viagens de férias, além do salário compatível com a moeda local. Para participar dos processos de expatriação e intercâmbio, o empregado deve formalizar o interesse durante a avaliações de desempenho junto ao superior. “Quando recebemos do Corporativo alguma demanda, consultamos o banco de interessados e analisamos o perfil dos inscritos e da vaga”, explica. Ao ser convidado, o empregado recebe informações sobre o cargo em que vai atuar, no caso da expatriação, que pode durar até três anos. Nesse caso, o profissional integra o quadro de empregados da unidade. Já no intercâmbio, o participante tem atividades específicas para aprimorar determinados conhecimentos, com a meta de aplicá-los em seu país de origem. Essa modalidade tem prazo de seis meses.

“Faz parte do Jeito Aperam de Ser valorizar a diversidade e o intercâmbio de culturas, assim como ofertar oportunidades de qualificação profissional ”

Nágyla Lim12

 

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