Revista Espaço

Participação de destaque

Challenge Inox premia projeto da Aperam BioEnergia; planta industrial também contou com iniciativas na final

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O grupo “Sustentando o Amanhã” usou a simplicidade para projetar um futuro mais eficiente

Três finalistas e mais um troféu a caminho do Brasil. Esse é o saldo da Aperam South America na edição 2015 do Challenge de Melhoria Contínua, competição mundial do segmento de inoxidáveis, que destaca os melhores projetos elaborados por empregados das unidades do Grupo Aperam. Pela segunda vez(Em quatro participações no Challenge, a BioEnergia disputou quatro finais e venceu a metade.) o campeão vem do Vale do Jequitinhonha com um projeto da Aperam BioEnergia. Outras duas iniciativas da planta industrial de Timóteo também representaram a Empresa. Conheça a seguir essas boas práticas.

 

 

Simples e vencedor

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Criação da Estufim foi a vencedora do Challenge

Na BioEnergia, em Itamarandiba (MG), os empregados da equipe “Sustentando o amanhã” uniram simplicidade e inovação para melhorar os resultados da produção de mudas clonadas de eucalipto. O viés sustentável do projeto conquistou os jurados. “O CEO do Grupo, Lakshimi Mittal, afirmou que a escolha foi unânime. Como o Challenge dessa vez focava em sustentabilidade a nossa iniciativa ganhou boas notas em todos os critérios”, destaca Jéssica Cordeiro, técnica operacional e integrante do grupo.

Além do troféu, os dez integrantes da equipe ganharão uma viagem internacional com visitas à empresas ou eventos do setor florestal para aprimorar os conhecimentos.

Uma das dificuldades no cultivo de espécies de alto desempenho (que garantem um carvão de melhor qualidade) consistia no enraizamento. O grupo investiu menos de R$ 40 mil e criou a Estufim, uma cobertura de filme plástico transparente, em forma de túnel, instalada sobre as cepas (parte da planta) no mini jardim clonal. Resultado: um salto no índice de mudas enraizadas de 35% para 75%.

A simplicidade do projeto contrasta com a relevância de seus resultados. “A Estufim foi decisiva para o sucesso no enraizamento dos clones, que geram uma floresta de alto rendimento. Dessa forma, conseguiremos produzir um carvão ainda melhor para a Usina, em Timóteo”, aponta Jéssica.

Batente eficaz

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Élcia e Geraldo: grupo Beija-Flor prima pela excelência

O grupo “Beija-Flor” formado por empregados da Gerência de Manutenção da Redução (Alto-Fornos), em Timóteo (MG), também encontrou na simplicidade o caminho para uma solução importante. Em 2013, o Alto-Forno 2 registrou uma parada de emergência após o fechamento da válvula do soprador(Equipamento que fica ligado 24 horas e garante vazão e pressão do Alto-Forno). Na investigação do fato, a equipe não só desvendou o motivo da ocorrência – uma placa eletrônica que havia queimado – como criou um mecanismo para evitar situações semelhantes. Trata-se de um batente eletromecânico que impede o fechamento total da válvula. “O investimento foi baixo, cerca de R$ 1.700, e já evitamos três paradas do Alto-Forno com o batente”, conta Élcia Barroso, programadora de Manutenção e integrante do grupo.

O Beija-Flor tem 20 anos de atuação e sempre tem a meta de participar dos concursos da Empresa. Essa foi a terceira presença do grupo no Challenge. “Fazer parte dessas iniciativas evidencia nossa contribuição para o negócio”, explica Geraldo Assis, assistente técnico e um dos integrantes fundadores.

Baixo custo

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Sistema de segurança na LTQ é visto como modelo

Na Laminação a Quente (LTQ), o grupo “Olho Crítico”,formado por empregados da Gerência de Acabamento a Quente, desenvolveu uma solução eficaz e de baixo custo para aumentar a segurança dos profissionais que atuam no forno de tratamento térmico (FTT). O projeto consistiu em limitar o acesso do operador à zona de risco por meio de sinalizações, cercas e intertravamentos que garantem o bloqueio do local enquanto o forno está ligado. A entrada é liberada apenas quando o equipamento está totalmente desligado.

A iniciativa é apontada como uma referência em adequação à NR-12, norma que trata da interação entre homem e máquinas. “Conseguimos implantar o projeto garantindo o mesmo nível de segurança e com investimento 70% menor que o orçado pelos fornecedores especialistas nessa adequação, contribuindo para a sustentabilidade da Empresa”, destaca Rafael Freitas, analista técnico.

 

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