Revista Espaço

Mãos que cooperam

Grupo de artesãs ganha visibilidade após parcerias com a Fundação

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As artesãs preservam futuro e passado: a produção dos objetos se baseia em técnicas repassadas entre as gerações e a retirada de matéria-prima do barreiro acontece a cada dois anos, como forma de favorecer o equilíbrio do meio ambiente.

Curitiba (PR), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e cidades do interior de Minas Gerais integram a agenda de 2015 da Associação de Lavradores e Artesãos de Campo Alegre (Fundada em 1985 a associação, inicialmente, reunia mais lavradores do que artesãs. Hoje, todas as associadas fazem trabalhos artesanais), localizada no município de Turmalina, Vale do Jequitinhonha. O grupo de aproximadamente 50 artesãs produz bonecas, vasos, utensílios domésticos, entre outros itens em cerâmica. A maior parte das vendas ocorre nas feiras das quais participam em todo o Brasil, com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Temos uma loja junto à produção, mas com as exposições faturamos mais,tanto com venda direta ou com encomendas”, conta Maria Aparecida Gomes, artesã associada há 15 anos.

Em maio,três eventos em datas próximas mobilizaram todo o grupo. As cidades de Capelinha e Timóteo, em Minas Gerais, sediaram exposições e a capital paranaense também recebeu os artigos de argila transformados em arte. No Vale do Aço, a mostra foi organizada pela Fundação Aperam Acesita, parceira de longa data das Associações de Campo Alegre e Campo Buriti, ambas de Turmalina.

 

 

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Exposição das peças em eventos proporciona maior faturamento

A história das artistas do Vale do Jequitinhonha com a Fundação Aperam Acesita e a Aperam BioEnergia teve início em 2007. Desde então, o grupo já passou por capacitação em gestão, embalagens e design. “O objetivo era orientá-las para gerenciar melhor o negócio, agregar valor aos produtos”, conta Regisllainy Cobbucci, analista de relações com as comunidades da Aperam BioEnergia.

Além de qualificar o trabalho, a Aperam BioEnergia apoiou a melhoria da estrada que dá acesso às comunidades de Buriti e Campo Alegre, onde se encontra um dos barreiros da região. A parceria potencializou ainda a divulgação do trabalho e a consequente exposição das peças em eventos pelo Brasil afora. “Nosso sonho se tornou um negócio reconhecido. O talento de cada uma e o apoio da Fundação e da Aperam BioEnergia representam, sem dúvidas, uma união de sucesso”, afirma Valdirene Gomes, artesã de Campo Buriti.

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