Revista Espaço

Hobby traz boas lembranças

Empregados criam equinos e aproveitam relação com a natureza

A busca por tranquilidade e contato com o meio ambiente fez com que Niwton Dias encontrasse seu hobby : a criação de equinos. O interesse

pelos animais começou ainda criança, quando visitava a fazenda dos avós em Joanésia, no interior de Minas Gerais, o que incluía passeios a cavalo. Vinte anos depois, a oportunidade apareceu: o analista de sistemas da Aperam conheceu o Rancho do Peão, em Ipatinga, onde podia alugar cavalos.

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Niwton: hobby já rendeu muitas conquistas

Desde então, Niwton se especializou na raça Campolina e começou a competir em concursos de marcha(Concursos de marcha são competições na qual se avalia a comodidade, a marcha(classificada entre picada ou batida), estilo e morfologia dos animais.). A atividade, que nasceu como um passatempo, tornou-se motivo de muito orgulho e resultou em uma sala de medalhas que exibe a coleção de vitórias conquistadas em diversos campeonatos nacionais. Depois de alguns anos de competição, o analista resolveu manter atividade apenas como lazer. Hoje, ele possui um sítio em Jaguaraçu (MG), onde cria sete cavalos. O convívio com os animais proporcionou outro benefício: a interação com os filhos. “Como eles não moram mais em Timóteo, o cuidado com os cavalos se transformou em um momento para a convivência familiar. Esse hobby criou um interesse comum e nos deixou ainda mais unidos”, garante o analista.

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José já percorreu Estrada Real a cavalo

José Benigno de Assis, supervisor na área de manutenção de campo da Aperam, tem uma história semelhante. Nascido e criado na zona rural, há alguns anos, ele conseguiu comprar um sítio próximo à cidade de Timóteo. Foi o que precisava para começar a criar animais para o lazer da família. Em pouco tempo, o supervisor começou a participar de cavalgadas com amigos.

Recentemente, a turma refez a cavalo todo o trajeto da Estrada Real, circuito histórico de Minas Gerais, iniciado em Diamantina (MG) até Paraty (RJ). “Quando cuido dos meus animais, me sinto uma pessoa muito mais tranquila. Encontrei neles uma oportunidade de sair da rotina e me distrair”, conta.

 

Diferente

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Alexandre tem a companhia da filha em cavalgadas

Se engana quem pensa que um criador de equinos contará apenas com cavalos e éguas no curral. Alexandre Serrano, gerente de controle de processos da Laminação a Frio e Acabamento dos Inoxidáveis, mantém cerca de 40 animais, entre jumentos da raça Pêga, muares e matrizes em uma propriedade, em Muriaé (MG). O hobby começou há cinco anos e tem como origem os ensinamentos do avô. “Nas férias eu ia para a fazenda dele e lá tinha uma tropa de muares (espécie que resulta da reprodução entre jumento e égua). Passava parte do tempo acompanhando o ir e vir dos animais no campo e aprendi as primeiras lições sobre eles”, lembra.

Em casa, o gerente já tem indícios que esse legado familiar vai permanecer. “Hoje, minha filha de 13 anos me ajuda com a criação e participa de cavalgadas comigo. É motivo de orgulho para mim ver que os ensinamentos do meu avô vão ultrapassar as gerações”, conta.

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