Revista Espaço

Duplicar benefícios

Interação entre Aperam BioEnergia e área de Redução completa quatro anos

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Contato entre as equipes se tornou parte da rotina

Interação para alcançar bons resultados. Essa proposta pode ser exemplificada pelo trabalho da área de Redução da Usina de Timóteo (MG) – responsável pelos Altos-Fornos e pela produção do gusa, matéria-prima do aço – e da Aperam BioEnergia, no Vale do Jequitinhonha, fornecedora do carvão vegetal.

Atualmente, a sinergia entre as unidades já se encontra incorporada ao dia a dia das equipes. Todos os meses o grupo se reúne em Timóteo e a cada trimestre o encontro acontece na BioEnergia. “Dessa forma, o diálogo facilitado se torna um fio condutor da melhoria. Todos somos Aperam”, assinala Márcia Baroni, analista de projetos de Melhoria Contínua, que acompanha essa integração.

A parceria tem como origem a utilização do carvão vegetal nos Altos-Fornos e o objetivo da sinergia consiste em integrar as duas pontas e obter a melhoria contínua do carvão e do gusa. De lá para cá, os benefícios têm sido ampliados. No ano passado, as equipes envolvidas implantaram um sistema operacional de produção integrada, ou seja, os profissionais da Redução acompanham o processo no Vale do Jequitinhonha e vice-versa. Quando o carvão é embarcado nos caminhões, quem espera na Usina já sabe o que vai chegar. “Com esses anos de parceria, aprendemos a entender as demandas dos Altos-Fornos, que têm necessidades diferentes. Enviamos matéria-prima específica para atender a cada um, buscando sempre o melhor desempenho”, explica Ézio Vinícius Santos, supervisor de processos da Aperam BioEnergia.

O que auxiliou – e muito – o processo é a análise laboratorial do carvão feita pela BioEnergia. Os investimentos em espaço e equipamento foram uma das primeiras providências. “Além de nos permitir acompanhar o processo, recebemos a matéria-prima com um certificado, uma espécie de selo que aponta suas principais características”, afirma Luiz Gonçalves, gerente do Controle de Processos.

Dessa forma, quem trabalha no Alto-Forno consegue estabilizar a produção facilmente e elevar o desempenho do equipamento. O aumento da granulometria (tamanho) e da resistência mecânica do carvão também foi proporcionado pela interação. “Observamos que esse relacionamento próximo é a melhor maneira de buscar a melhoria. Por isso, nosso intercâmbio deve ser contínuo”, completa Ézio.


Você sabia?

No caminho que leva até a produção do aço, o carvão vegetal assume duas funções. Como combustível, ele permite alcançar altas temperaturas, para que sejam produzidos o metal e a escória no estado líquido. Como redutor, o carvão combina-se com o oxigênio que se desprende do minério para deixar o ferro livre.

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