Revista Espaço

De vento em popa

Usinas eólicas são promessas de energia limpa para o mercado brasileiro

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País tem potencial para produzir mais energia limpa

Com a crise de água que muitas regiões do país ainda enfrentam, a discussão acerca de formas alternativas de produção de energia tem se mostrado cada vez mais relevante. O cenário ensina que o país precisa avançar na diversidade de sua matriz energética. E um dos grandes potenciais do Brasil está, literalmente, no ar. Hoje, a força dos ventos é responsável por uma pequena parcela da energia elétrica consumida no território nacional. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), em abril de 2015, apenas 4,7% de toda a energia gerada no país veio de parques eólicos. A previsão, no entanto, é de que esse percentual atinja a marca aproximada dos 10% até 2018.

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“Apesar de as termelétricas estarem assegurando o abastecimento no momento em que os reservatórios das hidrelétricas encontram-se comprometidos, fica mais evidente a necessidade de flexibilizar o sistema. Por isso, fontes de energia limpa, como a eólica, passam a desempenhar um papel cada vez mais estratégico”, avalia Rodrigo Ferreira, diretor de Suprimentos da empresa GE, produtora de energia eólica.

As mais de 250 usinas eólicas instaladas no país atendem a cerca de 12 milhões de pessoas por mês. A transformação da corrente de ar em energia elétrica acontece por meio das turbinas eólicas (ou aerogeradores). Os ventos movimentam as pás aerodinâmicas e essa energia cinética é transformada em energia mecânica que, por sua vez, é convertida em energia elétrica.

O gerador, peça crucial para que essa transformação aconteça, é composto por aço elétrico de grão não orientado. Já o transformador, responsável por alterar a tensão da corrente elétrica, recebe aço de grão orientado. A cadeia produtiva do setor deverá ser cada vez mais atendida pelo mercado interno, devido aos incentivos para a nacionalização de aerogeradores, capitaneados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A entidade oferece financiamento a juros baixos para a fabricação de componentes das turbinas no Brasil, desde o final de 2012, com o objetivo de fomentar o mercado nacional e gerar mais empregos. “O potencial da energia eólica não pode passar despercebido, principalmente neste momento de debate sobre matriz energética, diversificação e alternativas viáveis dos pontos de vista econômico e ecológico”, observa o gerente executivo de vendas da Aperam, Daniel Domingues.

Para o diretor de Suprimentos da GE, Rodrigo Ferreira, o cenário para o crescimento não poderia ser mais favorável. “Governo e sociedade estão atentos à necessidade de diversificação da matriz energética do país. Além disso, o mercado reconhece a energia eólica como uma fonte com preço altamente competitivo e bastante viável sob o ponto de vista de implantação de projetos, visto que, em média, parques eólicos estão aptos para operar em cerca de dois anos. Tudo isso torna o investimento extremamente atraente”, destaca.


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Energia limpa

Além de renovável, a energia eólica é considerada limpa, por sua baixa emissão de CO2 na atmosfera. Segundo dados da ABEEólica, em 2014, o setor bateu recorde ao evitar o lançamento de 3,25 milhões de toneladas de gás carbônico, devido à contribuição da fonte eólica para a geração de energia do país. O número equivale à emissão de carbono de cerca de 1,8 milhão de automóveis em circulação.

 

 

 

 

 

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