Revista Espaço

Parceria pela qualidade

Presença da Fundação proporciona avanços em escola

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Rafael é aluno e voluntário

Este ano a Escola Estadual João Cotta de Figueiredo Barcelos completa 30 anos e comemora um momento especial. Desde 2004, quando iniciou uma parceria com a Fundação Aperam Acesita e recebeu os projetos de empreendedorismo da Junior Achievement Minas Gerais, a instituição registra um salto de qualidade. A nota no Ideb(O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 e reúne em um só indicador dois conceitos importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. A nota varia de 0 a 10.) que era de 2.2 em 2005 pulou para 4.2 em 2013 (última avaliação, quando a meta nacional foi 4).

Para Silvana Aparecida Dias, diretora da escola, o envolvimento da Fundação fez toda a diferença. “A escola precisava resgatar sua credibilidade. Havia falhas de ordem organizacional. Criamos uma comissão gestora para resolver problemas e estruturar o plano de intervenção. Mais do que aportes financeiros para projetos, a Fundação compartilhou métodos de gestão, como o PDCA“(Planejar, Executar, Checar e Agir (em inglês, Plan, Do, Check e Act). Tratase de uma ferramenta de qualidade que estabelece quatro etapas para o ciclo de gestão de projetos: planejamento e definição de metas e procedimentos; execução; verificação dos processos e resultados; e correção de eventuais desvios, continuidade e aprimoramento das ações.), lembra.

Além da nota no Ideb, a gestora destaca a presença da escola no Congresso de Boas Práticas da Magistra, evento organizado pela Secretaria de Estado que reúne os melhores exemplos de Minas Gerais. “Participamos das últimas quatro edições. Vejo como um sinal claro de que estamos no caminho certo”, comemora.

A parceria iniciada em 2004 se intensificou a partir de 2008, com o apoio da Fundação em diversos projetos, entre eles, o “Escola Viva, Comunidade Ativa”, que abriu as portas do local nos fins de semana para os moradores; “Esporte na Escola”, que garantiu a oferta de aulas de handebol fora do turno, e “Aluno em Tempo Integral”, ambos focados na extensão da carga horária. “Oferecer atividades para que os jovens fiquem mais tempo na escola significa reduzir a exposição deles à criminalidade”, ressalta.

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Escola recuperou credibilidade após trabalho integrado

Rafael Oliveira, 22 anos, é um exemplo. Ele atua como voluntário na escola desde a adolescência. Hoje integra o programa “Santo de Casa faz milagre”, passa o dia auxiliando a direção e os professores e a noite assiste as aulas do 3º ano do EJA (Educação para Jovens e Adultos).

“Sempre gostei da escola. O trabalho como voluntário me ajudou a conviver melhor com as pessoas. Nem penso em sair daqui, talvez eu estude para ser professor”, conta

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