Revista Espaço

Sonhando alto

Apaixonado por aviação, empregado da Aperam pilota nas horas vagas

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Paixão pelos aviões vem de longa data

Na porta do Escritório Central da Aperam South America, ouve-se o barulho de um avião que cruza o céu. Wdson olha para cima, aponta o dedo e diz: “Essa rota passa em cima da minha casa”. A cena evidencia uma grande paixão na vida do mantenedor de Manutenção Eletroeletrônica e Automação: a aviação.

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Mantendedor ainda sonha em se tornar piloto

Tudo começou na década de 1970, quando Wdson Santos passou por testes para ingressar na Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP). Naquele período, o jovem de 17 anos voou pela primeira vez. “Foi maravilhoso”, relembra. Depois de vencer avaliações físicas, psicológicas e de conhecimento, ele se sentia pronto para o desafio. Mas ainda assim não foi aceito pela Aeronáutica. Como a tentativa não deu certo, Wdson fez cursos técnicos em elétrica, química e eletroeletrônica – um jeito de se manter próximo daquilo de que mais gostava.

A chegada à Aperam ocorreu em 1987, na área de Barras. Foi quando Wdson pôde retomar o antigo projeto, por um caminho diferente: o radioamadorismo(Radioamadorismo é um hobby no qual o praticante mantém funcionando uma estação de radiocomunicação licenciada para prestação de serviços à comunidade, emissão de comunicados, entre outras atividades.). A iniciativa rendeu a criação do Clube de Radioamadores do Vale do Aço (Crava), que promove encontros anuais até hoje, ampliou os conhecimentos de Wdson sobre eletrônica e o impulsionou a estar ainda mais perto da aviação. Ele chegou a participar da construção de um avião, cuidando da parte elétrica e de comunicação.

O grande incentivo veio com o nascimento do primogênito Maximilliano, em 1998. “Eu precisava materializar o meu sonho e agora poderia fazer isso junto com o meu filho”, conta. A partir daí, Wdson começou a produzir aeromodelos controlados por rádio. Fez mais de 15. Mas ainda era pouco. “As coisas não acontecem na ordem dos nossos sonhos. Acho que é para dar um sabor especial”, afirma.

Em 2007, depois de conseguir a habilitação exigida, ele adquiriu um ultraleve monomotor, para duas pessoas. A máquina atinge 45 km/h. Mas Wdson queria voar um pouco mais alto. Adquiriu, então, uma outra aeronave, modelo Patriot, que atingia 160 km/h. Recentemente comprou o “Corisco”, um avião avançado que chega a 210 km/h, com espaço para até quatro passageiros. No futuro, Wdson deseja se tornar um piloto comercial.

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