Revista Espaço

Presença no campo

Bons números do mercado agrícola impulsionam vendas de aço carbono especial

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Aço carbono especial garante resistência durante contato com a terra

O agronegócio brasileiro fechou 2014 com números positivos. Ainda que a economia como um todo tenha registrado um crescimento pequeno (menos de 1%), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima um salto de 3,8% no “PIB do agronegócio”. Não ­é ­recente ­a ­afirmação ­de que ­o segmento ­tem ­tido ­papel ­chave no desenvolvimento ­do Brasil, que figura entre ­os ­dez ­maiores produtores ­e exportadores ­mundiais ­de grãos ­e carnes. Em 2013, ­por exemplo, ­25%­do Produto Interno ­Bruto ­(PIB) ­nacional ­derivou das atividades ­no ­campo.

De carona nesse movimento, os principais fornecedores de maquinário para o agronegócio registram bons resultados nos últimos anos e têm expectativas de, ao menos, manter o mesmo desempenho de vendas para 2015. A Baldan e a Marchesan, empresas situadas em Matão, interior paulista, fabricam implementos e máquinas agrícolas. Boa parte deles (arados, grades, plantadeiras, entre outros) conta com aço carbono especial P830N, produzido pela Aperam. Mas a principal aplicação do material é para a fabricação de discos de arados.

A Empresa se consolidou nesse mercado após registrar em 2014, pelo segundo ano consecutivo, a venda de aproximadamente 30 mil toneladas de aço carbono especial. “Em 2012, ainda estávamos no patamar de oito mil toneladas, mas aproveitando o aquecimento no setor de agronegócio e com políticas de estreitamento no relacionamento com estes clientes, conseguimos aumentar nosso faturamento para o volume atual”, explica Erli Júnior, analista de negócios da Aperam.

Segundo José Gonzaga de Aquino, gerente de compras da Baldan, metade do volume de aço adquirido é transformado em discos de arado para vendas avulsas, como peças de reposição das máquinas. “Os discos estão em contato com terra e pedras encontradas no solo. O aço que utilizamos tem a dureza e a resistência necessárias para a atividade”, explica.

Nos últimos sete anos, a Baldan conseguiu quintuplicar o faturamento e alcançar as cifras de R$ 500 milhões por ano. “Apesar de oscilações naturais do mercado, com condições climáticas desfavoráveis e entressafras, os últimos anos têm sido bons. Além de fornecer para o mercado interno, exportamos para países do Mercosul, África e a Austrália”, comenta.

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Disco de aço carbono é componente essencial em máquinas agrícolas

A Marchesan também colhe bons resultados e cultiva boas perspectivas. Entre 2009 e 2013, a empresa cresceu em média 35% por ano. No que passou, o resultado não foi tão robusto, mas o diretor comercial, João Carlos Marchesan, está otimista com os cenários de médio e longo prazo. “O setor prevê redução em 2015, mas nós projetamos estabilidade. Temos cerca de 25% de nossas vendas direcionadas para outros países. Até 2020, o mundo precisa aumentar a produção de alimentos em 20%. Só a América Latina deve contribuir com 40% dessa oferta. Há muito potencial a ser explorado”, analisa.

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