Revista Espaço

Cartilha da cidadania

Voluntários do Construindo o Saber destacam empenho dos alunos e satisfação em poder ajudar

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Empenho e dedicação são a marca do programa

“Eu queria atuar em minha área e ser útil para as pessoas”, conta Rosemary Fátima de Carvalho. Rosemary e outras 34 pessoas têm algo em comum: elas integram a equipe do programa Construindo o Saber(O projeto surgiu em 1999 depois que a Fundação identificou, pelo programa Andanças, que muitos idosos da cidade não sabiam ler e escrever. Iniciou-se uma mobilização, com apoio de professores aposentados, para que esse público recebesse aulas de alfabetização. Desde então, mais de 1.238 pessoas já participaram do programa. ), mantido pela Fundação Aperam Acesita. Atualmente, a atividade conta com 35 participantes divididos em cinco turmas e é mantida graças ao envolvimento de voluntários que têm como ideal ajudar pessoas a ver o mundo de forma diferente.

Professora aposentada de Biologia e Ciências, ela não conseguiu ficar muito tempo fo23ra da sala de aula. Desde 2012, Rose, como é conhecida, atua como educadora do programa. O marido, que trabalha na Aperam, ficou sabendo da iniciativa e deu o primeiro passo para incentivar a esposa. “Nunca havia trabalhado como alfabetizadora. Mas depois que comecei, tomei gosto pela atividade”, conta.

Ela é responsável pela turma de iniciantes e se sente recompensada com o retorno dos alunos. “A vida toda trabalhei com adolescentes e há uma diferença grande entre os dois públicos. No Construindo o Saber,todos são extremamente assíduos, pontuais e se envolvem muito. O que para nós pode ser algo simples, como escrever o próprio nome, para eles representa o aumento da autoestima”, explica.

Hita Rodrigues Ribeiro, aposentada da Aperam,também faz parte do time de voluntários. Ela ingressou em 2014. A mãe dela foi uma das primeiras alunas do programa. “Minha mãe foi alfabetizada pelo projeto. Do primeiro ao último dia, ela nunca falhava. Pude ver de perto os benefícios da iniciativa. Os ganhos não são apenas na socialização. Minha mãe sempre quis assinar o próprio nome; quando aprendeu, fez questão de trocar o documento de identidade”, relembra.

Em 2015, Rosemary e Hita planejam seguir atuando como voluntárias na inclusão de várias pessoas. “Ter experiência na área da educação é importante, mas o essencial é ter aptidão para lidar com as pessoas, especialmente com a turma da terceira idade”, pontua Márcia Ferreira, coordenadora de projetos da Fundação.

 

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