Revista Espaço

Ingrediente das grandes cozinhas

Virtudes do inox garantem espaço crescente no segmento de alimentação

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Reformada este ano, cozinha do Maní tem inox como base

No Brasil, o setor de alimentação (que reúne bares, lanchonetes e restaurantes) caminha por uma rota de desenvolvimento. Em 2013, de acordo com o Pyxis de Consumo, ferramenta do Ibope Inteligência, o segmento abocanhou cerca de R$ 129 bilhões. Para este ano, a estimativa do setor é de engordar mais 8%, alcançando a cifra de R$ 140 bilhões.

Por trás desse negócio, nos bastidores de restaurantes da alta gastronomia, hotéis, praças de alimentação de shoppings e estádios está cada vez mais fácil encontrar o inox. O aço se faz presente em uma gama de produtos variada, desde os talheres, até bancadas, fornos, coifas, entre outros.

Fornecedores de equipamentos para food service são unânimes em apontar os benefícios do aço inoxidável. “O inox conta com características únicas, como elevada durabilidade,facilidade na limpeza e performance na transmissão de calor”, explica Milton Machado, diretor comercial da Prática, empresa com sede em Pouso Alegre (MG), que atua há 20 anos na fabricação de fornos e estufas em inox. A Prática atende hotéis, redes de fast food, supermercados e padarias, e em 2014 a estimativa era de crescer 10%.

Atenta a esse mercado, a Tramontina inicia este ano a produção nacional de itens em aço inoxidável para cozinhas profissionais. Um novo galpão para atender a demanda encontra-se em fase final de construção e representa um investimento de mais de R$ 28 milhões. O primeiro passo consiste na fabricação de itens, como mobiliário em inox: mesas, balcões, prateleiras etc. “Nossa expectativa é muito boa. Percebemos isso pelo número de pedidos. Esperamos que a linha de cozinhas responda por 25% do faturamento da Unidade”, revela Alberto Bufano, responsável pela área comercial do setor de Cozinhas Profissionais da Tramontina.

Entre os melhores

Para um chef de cozinha, elaborar um prato vai além de agradar o paladar do cliente. Proporcionar ao público uma experiência única e prazerosa requer ferramentas corretas e um ambiente que reúna higiene, praticidade e requinte. Armando Ricardo Pucci, consultor que já trabalhou em grandes projetos no setor de food service, também defende o produto. “O inox é o material mais adequado para aplicações relacionadas à alimentação por dois fatores: durabilidade e higiene”, avalia.

Armando atuou na reforma da cozinha do restaurante Maní, no início de 2014. Localizado na capital paulista, o estabelecimento é reconhecido em diversas premiações gastronômicas e tem como uma de suas proprietárias, Helena Rizzo, a melhor chef mulher do mundo em 2014, segundo a publicação britânica Restaurant.

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