Revista Espaço

Fundação comemora 20 anos e projeta futuro

Entidade aposta nas parcerias para melhorar a qualidade de vida das pessoas

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Venilson Araújo Vitorino, presidente da Fundação Aperam Acesita

A Fundação Aperam Acesita,reconhecida nacionalmente, celebra, em 2014, duas décadas de atuação em prol das comunidades de Timóteo e região do Vale do Aço e cidades do Vale Jequitinhonha, onde se encontra a Aperam BioEnergia. Em entrevista à revista Espaço, o presidente Venilson Araújo Vitorino avalia a trajetória da entidade.


Qual o seu balanço das duas décadas de atuação da Fundação?

Nosso saldo é positivo e por um motivo: a transformação.Quando se criou a Fundação Aperam Acesita,tínhamos como desafio mudar a relação de dependência entre Empresa e entidades sociais ligadas à educação, cultura e desenvolvimento social, passando para um patamar mais elevado e pautado pela parceria entre poder público, Terceiro Setor e a iniciativa privada. Substituímos o assistencialismo por cooperação.No cenário cultural, o município deu um salto nesses 20 anos.Nos primeiros eventos, a maioria das atrações vinha de fora, pois havia poucos grupos e artistas na região.Hoje, esse cenário já se inverteu. Entendemos a educação e a cultura como elementos essenciais para a transformação e o desenvolvimento da comunidade.

Que outras situações podem ilustrar esses resultados?

No eixo da educação, destaca-se o primeiro grande projeto realizado em parceria com a comunidade escolar, que foi o de recuperação das carteiras das escolas públicas, denominado “Minha Carteira, Minha Amiga”, em 1995; o apoio aos programas de capacitação dos profissionais de ensino; as campanhas e concursos escolares e o fortalecimento do protagonismo juvenil, por meio das capacitações dos alunos em empreendedorismo jovem.Na gestão ambiental, o Centro de Educação Ambiental -Oikós tem como proposta preservar o meio ambiente e compartilhar com as pessoas, especialmente crianças e adolescentes, a importância da conscientização.Na área da promoção social, a aliança com a Associação de Aposentados e Pensionistas de Timóteo representa, sem dúvida, uma referência, porque permitiu que o parceiro se tornasse sustentável.

E a presença da Fundação no Vale do Jequitinhonha, junto à Aperam BioEnergia?

A nossa atuação lá data de um período mais recente em relação ao trabalho feito no Vale do Aço e penso que esteja em uma consistente ascendência. Trata-se de uma região com características diferentes, mas acredito que podemos aplicar programas de sucesso realizados em Timóteo, como a aliança coma Junior Achievement, que prevê a promoção do empreendedorismo entre alunos de escolas públicas.

Como o senhor visualiza o futuro da entidade?

Nos próximos dez anos a Fundação irá atuar fortemente como uma assessora de organizações sociais, sejam do Terceiro Setor ou do poder público. A competitividade que vemos no mercado também chegou a esses segmentos e entendemos ser fundamental capacitar pessoas e promover o desenvolvimento sustentável das organizações. Existem diversos fundos públicos e privados oferecendo recursos para projetos e há muitas entidades com dificuldades de participar, seja pela falta de documentos, de organização de conteúdo ou de apresentação de resultados.

Outro desafio à vista se traduz na capacidade de nos reinventarmos. Há projetos implantados que têm vida útil limitada. A partir de determinada fase, definimos a iniciativa como concluída ou deixamos que o parceiro assuma a gestão e atuamos só como consultores.

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