Revista Espaço

Arte Viva completa 15 anos

Festival já reuniu mais de 300 mil pessoas e comemora evolução artística da região

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Rômulo acredita que o evento contribui para a formação do público na região; Ana, fã de carteirinha, aproveita o máximo de cada edição

Vinte anos da Fundação Aperam Acesita, 70 anos da Empresa: motivos de sobra para comemorar. A comunidade do Vale do Aço encontra no Festival Arte Viva 2014, o palco certo para desfrutar da cultura e celebrar esses marcos. Entre os dias 7 e 31 de outubro, o Centro Cultural e o Bosque da Fundação sediaram mais de 25 atrações, como os shows de Oswaldo Montenegro, Guilherme Arantes, teatro adulto e infantil, exposições e oficinas. Cerca de 20 mil pessoas acompanharam o evento.Toda a programação foi gratuita, mediante a doação de um litro de leite.

Em 15 anos de atrações do Arte Viva milhares de pessoas já participaram dessa história. Uma delas, Ana de São José Vasconcelos, funcionária pública de Timóteo, tem no evento seu principal acesso a uma paixão: o teatro. Aos 12 anos de idade ela descobriu a arte dos palcos durante uma apresentação infantil na cidade e hoje, aos 54 anos, é fã do festival. Em muitas edições, ela foi para a fila retirar os ingressos, ainda na madrugada. “Algumas atrações são muito concorridas, especialmente os espetáculos teatrais. Preciso chegar cedo para garantir meu lugar, porque faço questão de ir a todos”, explica.30

A relação com a arte extrapola o palco e Ana sempre tenta aproveitar a diversidade da programação. Dentre as atrações mais marcantes, Ana destaca os tributos a Clara Nunes e Vinícius de Morais – este último com artistas locais – e os shows de Jair Rodrigues e 14 Bis. “No interior do Estado, as pessoas têm poucas oportunidades culturais. Antes da Fundação, as opções limitavam-se a uma agenda escassa nas cidades vizinhas”, revela.

Quem também concorda com essa avaliação é Rômulo Amaral, produtor artístico e ator da Cia Trupe da Alegria. Ele atua com teatro há 15 anos e ratifica o papel do Arte Viva no contexto artístico da região. “O festival e os demais eventos anuais funcionam como vitrines para os artistas locais e ajudam no processo de formação do público. Não há arte sem pessoas. Hoje em dia, posso dizer que as manifestações artísticas já fazem parte da vida de Timóteo”, explica.

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