Revista Espaço

Templo da bola

Allianz Parque, o mais moderno estádio do país, tem 280 toneladas de inox em sua fachada2

O Allianz Parque, estádio do Palmeiras, conquistou seu primeiro título antes que a bola rolasse no gramado. A arena, localizada em São Paulo, vem sendo apontada por portais esportivos como o ElgolDigital, da Espanha; e Goal, da Itália como uma “joia arquitetônica”.

A arena, com inauguração prevista para os próximos meses, consiste em um espaço completo, capaz de comportar, além de jogos de futebol, megashows, eventos corporativos, lojas, lanchonetes e restaurantes. Construído segundo os padrões da Fifa, o Allianz Parque tem 43.600 assentos, 178 camarotes, anfiteatro para 12 mil espectadores e, ainda, estacionamento para dois mil veículos.

O arquiteto responsável pelo projeto, Edo Rocha, contou com um aliado importante para expressar, já na fachada do estádio, modernidade, ousadia e beleza: o aço inoxidável. São 280 toneladas do material K44, divididos entre planos e tubos.

A expectativa, segundo Edo Rocha, girava em torno da criação de algo único. “Queríamos um projeto com percepção de espaço que se tornasse referência na região e na cidade de São Paulo.Uma fachada imponente, única e inovadora que causasse impacto e emoção não só aos frequentadores do Allianz Parque, mas a todas as pessoas que passassem nas proximidades do estádio”, explicou Edo em entrevista.

A escolha certa

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Fachada conta com inox produzido em Timóteo e tubos da unidade de Montevidéu

Durabilidade, brilho e conforto térmico representam alguns dos diferenciais do inox que encantaram a W Torre, construtora responsável pela obra. A aplicação do material, segundo Luiz Otávio do Amaral Alves, arquiteto da construtora, revelou-se uma escolha assertiva. “O inox, além de ser bonito, apresenta grande resistência à oxidação. Essa característica diminui a necessidade de manutenção”, revela.

Em um primeiro momento, o material não havia sido cotado para a construção da fachada, inspirada em um cesto de vime, porque a construtora acreditava que o produto encareceria a obra. Contudo, após uma série de análises técnicas e financeiras, a Aperam South America demonstrou que o produto seria o mais viável para cumprir com as expectativas do projeto. “O aço inoxidável traz à fachada um efeito visual muito específico. Além disso, trata-se de um material fácil de ser trabalhado”, esclarece Luiz.

Ousadia em arquitetura

Os 24 mil m² de fachada do Allianz Parque consumiram, além do aço inoxidável fornecido pela Usina de Timóteo, em Minas Gerais, tubos produzidos pela Aperam Tubos, em Montevidéu. Marco Fuoco, gerente executivo de Exportação da Empresa, explica o significado dessa negociação para a Aperam: “Nós apresentamos mais que produtos à W Torre. Apresentamos soluções, pois sabíamos das vantagens técnicas e econômicas do material. Com a Allianz Parque, o aço inoxidável será visto pelo mundo. Para nós, representa uma grande oportunidade”, revela.

A fachada, que tem inúmeras perfurações, permite que a luz vaze do interior para o exterior do estádio e vice-versa, causando o efeito optical art – estilo de arte que usa ilusões de ótica. As perfurações permitem, ainda, que o vento circule pela construção, moderando a temperatura do ambiente.

Outro aspecto importante dessa obra para a 4Aperam consiste na chance demonstrar para o mercado a boa relação custo X benefício do inox, como ressalta Fuoco. “Se o investimento não compensasse, certamente a W Torre teria optado por outro material. Afinal de contas, são 280 toneladas de aço inoxidável”, reconhece. Além da fachada, o inox ainda ganhou aplicação em corrimões, guarda-corpos, peças de banheiro, restaurantes, escadas rolantes e elevadores.

O inox, cada vez mais, vem sendo aplicado em espaços arquitetônicos de vanguarda, por atrelar-se a conceitos como modernidade e ousadia. Além disso, a resistência à corrosão, ao fogo e a grandes impactos mostra-se comprovadamente superior na comparação com outros produtos. O aço inoxidável oferece gama variada de acabamentos, que resulta em qualidade estética dos empreendimentos, baixo custo de manutenção e alta durabilidade. Por ser 100% reciclável, contribui para que as grandes obras sejam certificadas pelo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações.

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