Revista Espaço

O negócio da arte

Fundação apoia profissionalização dos artistas do Vale do Aço

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Integrantes do CulturAço realizam encontros regulares na Fundação

Transformar a arte em geração de renda é a principal meta do CulturAço, grupo de artistas do Vale do Aço apoiados pela Fundação Aperam Acesita e pelo Sebrae. Para alcançar o objetivo, eles querem formalizar a atividade por meio de uma associação e, a partir daí, reunir condições para buscar novos membros e parceiros.

Atualmente, o projeto conta com 15 profissionais de ofícios de diversos setores, como música, artes plásticas, dança, teatro entre outros, que se reúnem regularmente. Para Regina Andrade, consultora que acompanha o grupo, a arte e a cultura ainda não são percebidas como um negócio. “Existem poucos grupos que têm essa visão e quando grandes empresas ofertam apoio via leis de incentivo elas querem iniciativas estruturadas, que possam gerar retorno para a marca. Observo que o CulturAço está cada vez mais maduro”, explica.

A professora Maria do Carmo Silva, conhecida como Kakau, integra a iniciativa desde os 22primeiros encontros em 2011. Após a aposentadoria, ela intensificou as atividades relacionadas à literatura, contação de histórias e teatro de bonecos. Kakau acredita que o CulturAço é o caminho para tornar o trabalho mais sustentável. “Estamos aprendendo a transformar a cultura em um negócio. Essa mobilização traz um novo olhar para nós, artistas”, analisa. Além das reuniões mensais e da consultoria, os participantes buscam informações em projetos de referência no setor para conhecer boas práticas. Este ano, serão visitados os grupos Galpão e Grafite. “O intercâmbio de conhecimento durante essas excursões é muito válido, aprendemos com as experiências do colega. É uma preparação importante para alavancarmos o cenário cultural”, completa.

Quem ingressou no grupo este ano e está animada é a artista plástica Izabel Pariz. Ela vê na atuação em conjunto a possibilidade de mudar o panorama da cultura na região. “A área carece de apoio, precisamos de mais visibilidade e de uma remuneração adequada”, revela.

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