Revista Espaço

Colheita de bons resultados

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Há 40 anos a Aperam BioEnergia produzia as primeiras fornadas de carvão vegetal, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. De lá para cá, os pequenos fornos, chamados de “rabo-quente”, com três metros de diâmetro e produção mensal de 28 metros cúbicos, deram espaço aos fornos com câmaras, que têm 26 metros de comprimento por oito de largura e produzem, mensalmente, 800 metros cúbicos.

A sucursal da Aperam South America possui o maior forno de produção de carvão vegetal do mundo, o RAC 700. Atualmente, a produção está concentrada na região do Vale do Jequitinhonha, nas cidades, Itamarandiba, Turmalina, Minas Novas e Veredinha.

Os investimentos não se limitam à produção. Nos dois últimos anos, os cinco municípios que abrigam a BioEnergia receberam aportes de R$ 800 mil para ações culturais, de meio ambiente e atividades educacionais.

Conforme explica o gerente executivo de Produção de Carvão, Clênio Lamounier, desde seus primórdios, a BioEnergia preocupou-se em ir além da alta produtividade. “Quando chegamos ao Vale do Jequitinhonha, encontramos uma região que necessitava de diversos investimentos. Para consolidar a parceria com as comunidades, além de emprego, oferecemos oportunidades de formação, capacitação e de negócios. Os bons resultados são vistos na evolução da região nessas quatro décadas e no dia a dia da população e da Empresa”, comenta.

Outra confirmação disso são os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Nas cinco cidades de atuação da BioEnergia, todos os dados passam de 0,600 %, ficando na faixa média, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Para a produção do carvão vegetal, as árvores são plantadas e colhidas de maneira totalmente legalizada, com licenciamento ambiental e aval dos órgãos reguladores, além das certificações que atestam as boas práticas da Empresa. Ao longo dos anos o eucalipto cultivado passou por rigoroso processo de melhoramento genético com a criação de vários híbridos, nos quais a Empresa encontrou o material adaptado ao clima e solo da região do Jequitinhonha e com isso plantou áreas de elevado padrão produtivo.

As florestas de eucalipto têm capacidade de produzir, atualmente, 420 mil toneladas de carvão vegetal por ano e geram mais de 1200 empregos diretos. O material produzido atende exclusivamente à Usina Siderúrgica da Aperam South America, tornando-a autossuficiente.


Evolução constante

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Fornos da BioEnergia têm capacidade de produção de 800 metros cúbicos mensais

Na década de 1970, quando os primeiros empregados da BioEnergia chegavam à Empresa, a maior parte do trabalho realizado nas florestas e nos fornos era manual. À medida que a tecnologia no trabalho evoluía, a equipe recebeu capacitação para desenvolver suas atividades com maior qualificação.

Esses treinamentos, ao longo dos anos de 1980 e 1990, representaram um momento importante para a Empresa e, também, para os profissionais que atuavam na unidade, como ressalta o gerente Administrativo, Adão Evangelista. “Com as capacitações, mais que emprego, nossos colaboradores tornaram-se profissionais: mecânicos, operadores, especialistas em manutenção. Com isso, eles ficaram mais preparados para o mercado de trabalho de forma geral, não apenas para as funções desempenhadas na BioEnergia. A região ganhou mão de obra qualificada e nós também, uma vez que os processos ganharam em segurança”, explica.

Pilares para o desenvolvimento

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APLAMT oferece aulas de Kung Fu gratuitamente

Desde que chegou ao Vale do Jequitinhonha, a BioEnergia representa oportunidade de desenvolvimento para as comunidades que a receberam. A maior parte das ações é conduzida pela Fundação Aperam Acesita.

Para Ricardo Wagner Pinto Leite, gerente executivo técnico florestal e diretor da Fundação Aperam Acesita, as ações conduzidas pela Fundação respeitam costumes e tradições da região. “Desenvolvemos e apoiamos projetos em nossos cinco pilares: educação, cultura, meio ambiente, geração de renda e desenvolvimento comunitário. Em todas essas frentes, valorizamos as características e a cultura de cada local”, ressalta.

Um dos exemplos de sucesso da parceria estabelecida entre a Aperam BioEnergia e a comunidade pode ser visto na Associação de Promoção ao Lavrador e Assistência ao Menor de Turmalina (APLAMT). A entidade, nos últimos anos, recebeu capacitação para participar das licitações públicas do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv).

Após treinamentos teóricos e práticos, a instituição redigiu um projeto de cunho social-esportivo e o apresentou à Fundação Aperam Acesita, que liberou R$ 10 mil para a APLAMT investir na iniciativa proposta: o projeto Lutando pela Conquista da Cidadania. A iniciativa oferece a crianças de 7 a 14 anos aulas de kung fu e, aos pais dos atletas, encontros com psicólogos e assistentes sociais que ressaltam a importância dos laços familiares para o desenvolvimento das crianças.

O coordenador da Associação Valtemir Assis de Castro destaca a importância da Aperam para essa ação. “A capacitação nos permitiu desenvolver nossos projetos de maneira mais assertiva, apresentando aos órgãos que disponibilizam verbas nossas ideias e as melhores maneiras de colocá-las em prática. Assim, de maneira mais madura, conquistamos recursos para atender a mais de 45 famílias em Turmalina nos últimos dois anos”, explica.

Reconhecimento ambiental

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Tecnologia contribui para obter o melhor eucalipto

A Aperam BioEnergia possui os selos FSC® – certificação de origem, que garante que toda a madeira usada nos processos produtivos seja produzida de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável; a OHSAS 18001 – norma que atesta a implementação de um sistema de gestão de saúde ocupacional e segurança; e a ISO 14001 – norma que atesta a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA).


Colheita Mecanizada

Outro ponto forte a destacar na história da BioEnergia é a visão de futuro e capacidade de adaptação aos novos tempos. Desde meados dos anos 1990 ela partiu para a mecanização das suas atividades, sendo a colheita florestal o principal foco dessa estratégia. Foi a primeira empresa florestal no Estado de Minas Gerais a mecanizar totalmente a colheita da madeira e o processo de produção de carvão, melhorando as condições de trabalho de seus empregados e garantindo a competitividade do negócio. “Os cuidados com a segurança, assistência médica e valorização dos empregados fizeram com que a BioEnergia passasse a ser uma empresa onde todos tem orgulho de trabalhar”, afirma Jaime Gasparini, presidente da Aperam BioEnergia.


O melhor eucalipto para os melhores carvões

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Estudo genético garante melhor espécie

Encontrar a melhor matéria-prima para a produção do carvão vegetal foi um dos grandes desafios da BioEnergia. Desde 1980, a Empresa desenvolve estudos de introdução de espécies e procedências buscando encontrar o melhor material genético para suas plantações de Eucalyptus. Os bons resultados garantiram à unidade autossuficiência na produção de híbridos e na sua clonagem.

Dentro desse segmento, a Aperam BioEnergia possui 34 clones registrados e 16 protegidos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A atividade de melhoramento genético é realizada por meio da recombinação entre espécies, com o objetivo de obter as melhores características de cada uma. Isso ocorre por meio da polinização controlada.

A clonagem é parte final do processo de melhoramento genético florestal, associando características desejáveis de crescimento, densidade, forma, rendimento gravimétrico (massa de carvão final em relação à massa de madeira enfornada) e qualidade da madeira para produção de carvão vegetal e outros fins.

 

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