Revista Espaço

Etapa concluída

Organizações sociais definem as bases dos projetos do Fundo Comunidade em Rede

24

Reunião para elaboração de projeto no bairro Novo Tempo em Timóteo (MG)

Depois de quase um ano de trabalho, os grupos que atuam por meio do Fundo Comunidade em Rede finalizaram a elaboração dos dois projetos que serão executados nos Vales do Aço e do Jequitinhonha. No bairro Novo Tempo, em Timóteo (MG), 15 organizações sociais estão reunidas para investir os recursos que serão captados, oferecendo oportunidades de capacitação, cultura, esporte e outras atividades a crianças e jovens com idade até 24 anos. Questões como vulnerabilidade social e potencial de trabalho coletivo, dentre outros ativos da comunidade, estimularam a escolha desse público. “Trabalhar em grupo foi muito importante. Conhecíamos as outras associações, mas não atuávamos em conjunto. Agora poderemos oferecer aos jovens novas atividades, como o artesanato que, além do lazer, pode se transformar em uma fonte de renda”, avalia o aposentado Francisco José Pereira.

No Vale do Jequitinhonha (MG), a qualificação de apicultores para aprimorar todo o processo produtivo na fabricação do mel mobilizou as atividades do grupo. Após uma série de capacitações, cerca de 30 pessoas atuarão como multiplicadores, para levar os conhecimentos aos demais participantes das associações. “Já havíamos atuado em conjunto com outras associações, mas nunca com entidades de outros municípios. Temos aprendido a cada dia novos conhecimentos e ainda expandimos os nossos contatos. Com certeza, isso servirá de base para novos projetos”, comenta o presidente da Associação de Apicultores de Itamarandiba (Apita), Oliveira Aparecido Vieira.

O Fundo Comunidade em Rede é uma ação desenvolvida pela parceria entre a Fundação Aperam Acesita e a Inter American Foundation (IAF), por meio da RedEAmérica – Bloco Brasil. A iniciativa tem como objetivo apoiar o desenvolvimento local, por meio do financiamento de trabalhos construídos coletivamente pelas comunidades. De acordo com a coordenadora de Projetos da Fundação Aperam Acesita, Márcia Ferreira de Andrade, esse é o grande diferencial do Fundo. “Antes cada associação enfrentava os problemas de sua área de forma isolada. Nesse sentido, todos os momentos de diálogo e trabalho conjunto têm sido muito ricos. Após os dois anos de implementação, fica o desafio e a possibilidade de atuarem em conjunto novamente”, assinala.

Compartilhar: