Revista Espaço

Dos foles às cordas

O aprendizado sobre música rende aos empregados da Aperam South America diversão, novas amizades e boas histórias para contar

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Mardilirio é integrante dos Foles e Cordas

Que é preciso criatividade para fazer música, ninguém duvida. Sete notas formam a base, mas as possibilidades para combiná- las são incontáveis. Complexa também se revela a construção dos instrumentos que originam o som. Mas no universo das crianças, basta juntar latas com pedaços de madeira e pronto: eis uma bateria. Essa inventividade permitiu a Mardlirio Martins, analista técnico do Centro de Pesquisas da Aperam, saber que poderia, desde cedo, fazer parte do universo da música.

“Quando toco, tenho a oportunidade de vencer desafios. Sinto-me mais motivado e em paz. Além disso, uma apresentação que envolve outros colegas reforça os laços de amizade e aproxima as pessoas”, comenta Mardlirio. Depois de deixar de lado as baterias feitas de lata, ele se arriscou como DJ na adolescência e aos 45 anos encontrou um instrumento que virou paixão: a sanfona.A descoberta ocorreu nas aulas de dança de salão. O gerente do Centro de Pesquisas, Ronaldo Claret, que também participava com a esposa,Rosemary, levava o instrumento aos “bailinhos” e não perdia a oportunidade de tocar. Mardlirio logo se interessou em aprender, adquiriu uma sanfona e vem se aperfeiçoando. A partir daí, os dois planejaram a formação do Grupo Foles e Cordas (
A ideia de ter um grupo nasceu nas festas e churrascos que reuniam amigos e colegas de Empresa. A oportunidade veio com um convite para a participação no 10º Arraiá d’Ajuda da Fundação Aperam Acesita que rendeu também uma apresentação no programa de rádio “Sertanejo na Cidade”, ambos em 2013. O ‘Foles e Cordas’ é formado por Belmiro e Isaias Bruno no violão, Claret e Mardlirio, nos acordeons, Vitor e Lucas na percussão
)..

Basta soltar o som

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O interesse pelo instrumento, Claret trouxe da infância

A primeira sanfona, Ronaldo Claret ganhou aos nove anos. Naquela época, década de 1960, o instrumento era popular.Gostou ‘de cara’ e nem quis saber de se arriscar com violão, guitarra ou bateria. Encontrada facilmente do Norte ao Sul do Brasil, a sanfona se torna única pelo jeito de tocar: praticamente com um abraço.

Flexível e completo, o instrumento é companheiro de Ronaldo até os dias de hoje. Contribuiu com a educação dos filhos Daniel, de 28 anos, e Lucas, de 24, e ajuda a quebrar a rotina de trabalho. “Nos antigos churrascos da Aciaria, eu era convidado, mas ninguém me pedia para levar a carne. Só a sanfona já bastava. Isso é um exemplo de como a música ajuda a integrar as pessoas. Sempre fui mais reservado e ela me permite melhorar essa questão”, comenta Ronaldo.

Mistura de ritmos

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Cristiano Fernandes é apaixonado pelos instrumentos de corda

Na casa do operador da área de Laminação a Frio de Aços Elétricos Cristiano Fernandes roubam a cena o violão e a guitarra. Os instrumentos de corda foram conquistando também o pai e o irmão. As horas vagas acabam preenchidas com Blues, Jazz, MPB e as aulas particulares que oferece sobre harmonia e improvisação. Com o Trio Pau e Cordas já se apresentou na Fundação Aperam Acesita “A música traz alegria, ajuda as pessoas a se conhecerem melhor, proporciona um momento de descanso. É uma excelente oportunidade para relaxar”, conclui.

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