Revista Espaço

Reutilizar é preciso

O Centro de Educação Ambiental da Aperam, Oikós, aposta na difusão de conhecimentos sobre tecnologias alternativas para cuidar do planeta

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Tomaz utiliza o seu sítio para buscar formas de reaproveitar os recursos da natureza

O sitio no bairro Petrópolis, em Timóteo (MG), é terreno fértil para o ex-empregado da Aperam South America, Tomaz Antônio de Lima. Não apenas pelo que brota do solo. É lá que ele testa ideias para aproveitar, de forma respeitosa, os recursos da natureza. A criatividade e o interesse pela sustentabilidade deram origem a biodigestores(O biodigestor é uma câmara fechada onde a fermentação de esterco, por exemplo, produz biogás, fonte de energia que pode ser utilizada no funcionamento de chuveiros, fogões, aquecedores, entre outros. Ele também gera como produto o biofertilizante.) e a um sistema de aquecimento de água a partir da energia solar.

“Gosto de pesquisar para entender o meio ambiente. Essas alternativas, além de serem economicamente vantajosas, diminuem a quantidade de rejeitos jogados no planeta. Os seres humanos precisam repensar o volume de lixo que produzem”, analisa. Essa curiosidade sobre o assunto surgiu, na década de 1980, após uma conversa com os colegas de trabalho da Aciaria.

 

Coincidência ou não, também foi na Aciaria que atuou por 30 anos outro entusiasta das tecnologias alternativas, o ex-empregado José Vitoriano Barbosa. Após procurar a equipe da Fundação Aperam Acesita, ele segue se informando para concluir o sistema de tratamento da água de esgoto de sua casa. “Quero não apenas cuidar dos resíduos na minha propriedade, mas servir de exemplo e influenciar os vizinhos a agirem da mesma forma. A água que vem da cachoeira aqui perto é limpa. Nossa obrigação é preservar”, avalia.

Conhecer e compartilhar

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José Vitoriano sempre recorre à equipe da Fundação para buscar informações sobre tecnologias alternativas

Há mais de 10 anos, o Centro de Educação Ambiental – Oikós mantém um biodigestor que fornece gás para a cozinha, bombeamento e aquecimento de água e adubo para as plantas, além de ser parada obrigatória durante as visitas escolares. Outras iniciativas, como a composteira, a estação para captação de água da chuva e tratamento alternativo do esgoto foram incorporadas ao longo do tempo.

Para ensinar como funciona cada uma dessas tecnologias, a Fundação produziu cartilhas que trazem o passo a passo de implantação. Também oferece capacitação a escolas agrícolas, organizações não governamentais, produtores rurais e outros interessados.

De acordo com o coordenador de Projetos da Fundação Aperam Acesita, Luiz Antônio Ferreira, a busca por adaptações e outras técnicas é uma prática constante. “Na maioria dos casos, os recursos necessários são de baixo custo. Também podem ser aproveitados materiais que iriam para o lixo. Quando as pessoas utilizam uma das tecnologias alternativas acabam sendo estimuladas a pensar em outras formas de reaproveitamento”.

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