Revista Espaço

Integração de um vale a outro

Projeto promove melhoria da qualidade do carvão vegetal

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O diálogo entre as áreas e a Aperam Bioenergia contribuíram para o sucesso do projeto

Combustível e redutor. No caminho que leva até a produção do aço, o carvão vegetal assume essas duas funções: permite alcançar altas temperaturas, para que o minério passe do estado sólido ao líquido e, ainda, combina com o oxigênio que se desprende do minério para deixar o ferro livre. Nesse contexto, é possível perceber a importância da qualidade do carvão utilizado.

Por isso, desde 2011, quando o Alto Forno II, da Aperam South America, voltou a operar com carvão vegetal, várias áreas da Empresa e a Aperam Bioenergia se mobilizam para melhorar os processos de produção e consumo do material. “O ano de 2013 pode ser considerado de muito aprendizado e de ajustes. Estreitamos, ainda mais, o relacionamento entre a Aperam Bioenergia e a área de Redução. Hoje, conhecemos melhor os processos, sabemos como eles trabalham e de que modo podemos ajudar”, comenta o analista técnico da Redução, Luciano Milagres.

Com a proposta de controlar melhor os processos e conhecer, ainda mais, o carvão vegetal, um diagnóstico possibilitou a identificação de pontos de melhoria. Entre eles, a necessidade de laboratórios de análise do carvão dentro da Aperam Bioenergia e a padronização dos processos de carga e descarga dos fornos de carbonização, distribuição do carvão nas pilhas de estoque, coleta de amostras e proteção contra umidade. Tudo isso, em busca da qualidade do produto final. Um trabalho de benchmarking também possibilitou o contato com as melhores práticas das empresas do setor.

Vontade de aprimorar

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Ézio dos Santos acredita que um dos ganhos foi o maior conhecimento sobre os processos

Como não é possível pensar em qualidade sem investir em capacitação, operadores da Aperam Bioenergia fizeram visitas técnicas à Usina em Timóteo (MG). O mesmo aconteceu com profissionais das áreas de Redução, Aciaria – por meio do laboratório de Matérias-Primas -, Infraestrutura, Engenharia de Projetos, Automação, Logística de Transportes e Controladoria, que se deslocaram até o Vale do Jequitinhonha para conhecer o processo operacional da Bioenergia, desde a pesquisa genética e o viveiro de mudas até a produção do carvão que alimenta os Altos-Fornos. Suporte remoto, como o da equipe de TI, também tem sido fundamental.

“Acredito que essa proximidade contribui para pensar no processo mais integrado e objetivo. Dessa forma, passamos a entender de que modo o trabalho realizado na Bioenergia impacta nas atividades de nossa Usina, podendo assim aprimorar a cada dia”, comenta o supervisor de Processos da Aperam Bioenergia, Ézio Vinícius Santos.

Como resultados, já se observam melhorias nos parâmetros qualitativos do carvão, o que resulta em menos consumo de matéria-prima nos Altos-Fornos. Além disso, é possível conseguir um ferro gusa com custos menores e maior qualidade. “O projeto vem obtendo a adesão de todos os envolvidos nas diferentes fases do trabalho, muita disposição para conhecer e entender os processos de ambos os lados. A mobilização continua para garantir as metas firmadas para 2014. Isso reforça a ideia de parceria, em que há um diálogo ainda mais direto. Afinal, somos todos Aperam”, conclui a analista de projetos da Melhoria Contínua, Márcia Baroni.

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