Revista Espaço

Força em dose dupla

Aperam South America investe em melhorias para a fabricação de inox, sinônimo de alta resistência em ambientes agressivos e desafiadores

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O projeto de adequação da RB3 envolveu o trabalho conjunto de várias equipes

Pode ser na indústria do petróleo, do gás natural, para fabricação e armazenamento de produtos químicos, celulose e papel. Se a demanda é por alta resistência mecânica e à corrosão, em ambientes agressivos, o inox Duplex não deve ficar de fora. O próprio nome já diz muito. Esse aço inoxidável consegue reunir as melhores características de dois outros tipos, o austenítico e o ferrítico. O primeiro é excelente em resistência à corrosão e o segundo possui excelente soldabilidade.

“A composição química dos aços inoxidáveis Duplex permite que esses materiais tenham uma elevada resistência a corrosão com baixo teor de níquel. Apresentam também limite de escoamento superior ao dos aços austeníticos, o que permite a concepção de projetos com espessuras mais finas e maior resistência a corrosão” explica o engenheiro de aplicação da Aperam South America, Alexandre Otsuka.3

Um setor no qual o Duplex está presente é o de celulose e papel. A Intecnial, empresa cliente da Aperam, utiliza o material para destinar, a esse mercado, tanques, torres e vasos de pressão. Atendendo também aos segmentos de energia e logística, ela aposta na relação custo / benefício como uma das vantagens do Duplex. “A empresa busca a qualidade por meio do desenvolvimento de parcerias e de tecnologia. A matéria-prima é fundamental nesse contexto e deve acompanhar essa tendência. Acredito que a qualidade e o preço competitivo tendem a ampliar as formas de utilização do inox Duplex”, comenta o comprador da Intecnial, Radamés Baroni.

Investimento

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Outro mercado que demanda a utilização do inox Duplex é o setor de Óleo & Gás

Como o aço inoxidável Duplex apresenta elevado efeito mola em relação a outros tipos de inox, o equipamento que faz o recozimento e a decapagem desse material, chamado de RB3, precisa ser mais robusto. Em função disso, a Aperam South America implantará, até o início de 2014, o projeto de readequação desse equipamento. “O trabalho envolveu diversas áreas, como a Manutenção e a Operação. Tudo para garantir o processamento competitivo de bobinas a quente e a frio do inox Duplex, possibilitando incrementar nosso portfólio”, avalia o assistente técnico da área de Engenharia de Projetos, Marcos Sávio da Silva.

Para isso, foram adquiridas uma nova calandra – máquina que confere formato curvo ao material -, duas bobinadeiras de papel, três rolos de apoio, além de melhorias no mandril da saída – dispositivo que fixa a chapa de inox a ser trabalhada. Como forma de garantir o sucesso do projeto, a Aperam contratou uma empresa especializada e acompanhou a fabricação de cada item, para que tudo estivesse de acordo com as necessidades do processo.

A implantação do projeto permite a produção de bobinas de maneira ainda mais segura, explica o gerente da área de Recozimento e Decapagem, Ailton Barbosa. “Antes, os ajustes da velocidade e da regulagem do papel, por exemplo, eram manuais e passaram a ser automatizados. A calandra irá permitir também a eliminação de um processo. Além disso, as melhorias no mandril eliminam a possibilidade de a chapa se soltar, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro”, conclui.

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Equipamentos adquiridos pela Aperam para o processamento do inox Duplex


Um pouco de história

A produção de inox Duplex na Aperam teve início em 2009, após dois anos de pesquisas. Na época, o trabalho contou com apoio de empresas europeias do Grupo. As equipes do Centro de Pesquisas, Aciaria e Laminação a Quente participaram de congressos sobre Duplex para entender mais sobre a dinâmica de produção do material. Atualmente, a Aperam South América fornece, por meio de seus Centros de Serviço, chapas, boninas e tubos soldados do material.

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