Revista Espaço

Conhecimento traz resultado

Melhoria na Laminação a Quente é contemplada pelo prêmio Siemens VAI de Automação

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Edimilson aponta que o projeto trouxe vantagens para a rotina

O operador de Steckel, Edimilson Caldeira, trabalha nessa função, na Laminação a Quente, há 11 anos. Mas de 2009 para cá, a rotina na área, segundo ele, tornou-se ainda melhor. O motivo é a criação do projeto “Sistema automático de controle de pontas de tiras na laminação de desbaste da LTQ da Aperam”, ganhador do Prêmio Siemens VAI de Automação, em 2013.

Por meio da observação da rotina na Laminação a Quente,foi identificada uma oportunidade de melhoria no laminador desbastador. “Quando alguns tipos de aço saíam do equipamento, apresentavam encurvamento da ponta da tira para cima ou para baixo. Isso gerava sucata e poderia comprometer a qualidade do produto e/ou danificar os equipamentos seguintes no fluxo produtivo”, relata Edimilson.

Da união das áreas de Laminação a Quente e Automação, surgiram várias ideias. Uma delas inspirava-se em um trabalho desenvolvido na unidade industrial da Aperam, em Châtelet (Bélgica), onde havia sido implantada uma solução semelhante. A equipe de Timóteo promoveu adaptações ao modelo europeu, necessárias para a realidade da Usina. “Um dos nossos principais desafios foi desenvolver e implementar o projeto internamente. Além disso, precisamos identificar quais fatores demandariam intervenção e aqueles que são inerentes ao aço que está sendo produzido”, relata o gerente da área de Automação, TI Industrial e Instrumentação, Alexandre Henrique Farah Dias, um dos autores do projeto.

Fora da Empresa

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Trabalho desenvolvido em conjunto possibilitou a conquista do prêmio

O Prêmio Siemens VAI de Automação reconhece o melhor projeto inscrito no Seminário de Automação e TI Industrial da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Metais (ABM). “Trata-se de um prêmio nacional muito valorizado pelas equipes ligadas à área de Automação. A seleção dos trabalhos ocorre de forma criteriosa, com representantes de diversas empresas do setor que participam da ABM, o que aumenta nossa satisfação pela conquista”, comemora Alexandre Farah.

O projeto trouxe uma redução de 87% nos custos resultantes de sucateamento e hora parada na Laminação a Quente. Em 2007 e 2008, período anterior à implantação da iniciativa, esses valores chegaram a mais de R$ 1 milhão ao ano. Já em 2009, após a implantação do projeto, a soma foi de R$139 mil.

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