Revista Espaço

O som do inox

Versatilidade do aço inoxidável faz sucesso, na leveza do samba ou nas batidas pesadas do­rock

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O baterista Rolando Castelo Júnior realizou o sonho de tocar em uma bateria feita de inox

Para encontrar um nome de destaque para sua ­banda,­ Rolando Castelo ­Júnior não precisou pensar muito. Queria uma palavra simples, pequena, mas com muita força. Reuniu os amigos e a decisão foi tomada. Assim, surgiu em 1985,­ a banda Inox. ­“Era o conceito que o grupo pretendia passar. Assim como a matéria-prima, desejávamos representar resistência e brilho intenso”, lembra o baterista. Naquela época, auge do ­rock ­n’ ­roll no Brasil, os quatro integrantes traziam para o famoso ritmo norte-americano as letras cantadas em português, mas ainda sentiam que poderiam usufruir mais das vantagens do inox.

Apostando na força do aço inoxidável, também batizaram o primeiro álbum do grupo com o nome do material. Não satisfeito, Rolando aproveitou para deixar o inox mais presente no palco e, ainda, realizar um sonho antigo. Procurou uma pessoa com experiência em solda e disse:­“Quero ­uma bateria ­de ­inox”.­ O instrumento roubou a cena e virou alvo de cobiça para outras bandas. A guitarra elétrica, normalmente a protagonista entre os roqueiros, virou coadjuvante.

“Foi ­incrível,­ por causa do ­brilho ­e som metalizados. Além da beleza, a bateria ­pôde ­ser ­personalizada,­ já­ que o inox permite ser desenhado, e possui fácil manutenção”, comenta o músico. O charme do material, no estilo heavy metal, faz sucesso não apenas nas apresentações ­da “Inox”, ­mas ­também em palcos internacionais, com o famoso grupo ­britânico Led­ Zeppelin,­ que usava uma bateria com peças feitas de aço inoxidável em seus shows.

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Os instrumentos em inox não soltam pigmentos e apresentam maior durabilidade

Em busca da batida perfeita

Das roupas ­pretas,­ cabelos comprido se som grave do rock, à alegria do samba, o inox sabe marcar presença. E como todo sambista que se preze quer ter por perto um instrumento que apresente durabilidade, o material também faz sucesso entre os apaixonados por esse estilo.

A empresa paulista ­Luen ­Percussion,­ cliente da Aperam South America, fabrica instrumentos musicais há mais de 40 anos. Entre as matérias-primas utilizadas, o inox tem contribuído para trazer mais “leveza” às canções, conforme aponta o gerente de Marketing­ da ­Luen, ­Anderson­ Tavano.­ “O inox diminui o peso do instrumento. No carnaval, por exemplo, se um tamborim feito de madeira molha, fica muito pesado e dificulta o trabalho do músico. Além disso, se o objeto é guardado por muito tempo, nessas condições, apodrece”.

6No mercado desde 1998, a empresa Redenção Instrumentos ­Musicais,­ localizada em São
Paulo, vende tantanzinho, tamborim, surdo, entre outros instrumentos feitos para escolas de samba. Também já forneceu seus produtos aos componentes de bandas como a “Turma do Pagode” e a do cantor Péricles, ex-integrante do Exalta samba. ­“Uma ­grande ­preocupação dos músicos, atualmente, é com o cenário e, em especial, o figurino. Nesses casos os instrumentos feitos de inox também dão show. O material não libera nenhum pigmento que poderia manchar a roupa”, comenta o gerente de vendas da empresa, Ronaldo Gabriel.

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