Revista Espaço

Vale da música

Projetos da Fundação Aperam Acesita fortalecem diversidade de estilos e o surgimento de novos talentos

O vermelho não precisa de muito para chamar a atenção. E foi justamente essa a cor que guiou os olhos de Luana Lopes em direção à arte. Lá pelos nove anos, a menina encantou-se pelo violão vermelho do avô. Sempre que tentava uma aproximação com o instrumento, escutava o conselho: “Violão não é coisa de moça”. Mas não teve jeito. Apaixonada pelos instrumentos de corda, começou a cantar e tocar, profissionalmente, com 12 anos. Hoje, aos 20, planeja aprimorar os conhecimentos na área e se arrisca como compositora. Fontes de inspiração não faltam, principalmente, no Vale do Aço (MG).

Para a cantora, a região se mostra como terreno fértil para revelar artistas, entre eles Mariana Rodrigues, que, assim como ela, já se apresentou no projeto Ponto da Música, da Fundação Aperam Acesita. “Pude fazer uma apresentação maior, gravei e transformei em DVD. Esse material ajuda a dar visibilidade ao meu trabalho”, conta Luana.

Mariana Rodrigues também estreou como cantora aos 12 anos. Mas identificar quando surgiu o interesse pela música é tarefa difícil. Antes mesmo dos quatro anos já brincava de cantar, enquanto os pais a filmavam. Em 2012, quando se apresentava em uma festa de aniversário, recebeu convite para participar do Ponto da Música. “Me emocionei ao ver parentes, amigos e colegas na plateia”, lembra Mariana Rodrigues, atualmente com 16 anos. A adolescente tem como referências as artistas Paula Fernandes e Cássia Eller, mas não se esquece dos talentos de Timóteo, entre os quais destaca Alexandre Moreira e Willian Salgado.

Parceria de muito tempo

O investimento em novos talentos aparece como uma das ações que o cantor, compositor e instrumentista Roberto José classifica como fundamentais para o desenvolvimento da música. Apaixonado pelos antigos festivais das décadas de 1960 a 1980, construiu sua trajetória inspirado por nomes como Milton Nascimento e Gilberto Gil.

Sua relação com a Fundação já completa quase uma década e a parceria transformou uma de suas músicas, ‘Grãos de Sonhos’, no nome do grupo de serestas que é um dos projetos voltados para a terceira idade. “Subi ao palco da Fundação pela primeira vez há oito anos com quatro outros artistas e foi inesquecível”, comenta. Depois disso, já se apresentou diversas vezes na Fundação com o grupo dirigido por ele, o ‘Nozes e Vozes’ que, em agosto, retorna ao mesmo palco com o show “Cantar de Lua Mansa”.

Por meio do apoio dado pela Fundação à música do Vale do Aço, em 2013, mais de 44 artistas se apresentaram no palco do Teatro da Instituição no programa Sertanejo na Cidade, uma parceria com a Rádio Educadora. No Ponto da Música, foram 23. Além disso, cerca de 380 pessoas assistiram às quatro apresentações de canto coral. Ao todo, as atividades relacionadas à música reuniram um público de mais de mil expectadores. “Encontramos muitos talentos e de diferentes estilos. Nosso propósito é divulgá-los e oferecer ao público apresentações variadas e de qualidade”, avalia o presidente da Fundação Aperam Acesita, Venilson Vitorino.

 

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