Revista Espaço

Bons ventos

Aço elétrico da Aperam South America ganha participação em setor que cresce, produzindo energia limpa

5O vento, ar em movimento, impulsionou as caravelas na época das grandes navegações e alimenta os moinhos que, desde a Pérsia antiga, atuam na moagem de grãos. Do século XIX para cá, ele também é aproveitado na geração de energia elétrica.

No Brasil, a produção de energia eólica vem crescendo desde a década de 1970 e, já em 2014, o país deve saltar da 16ª posição, entre aqueles com maior capacidade de produção, para a 10ª. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica, o Brasil possui 119 usinas, com capacidade instalada para produzir 2.788 megawatts de energia por ano. Do ponto de vista ambiental, isso significa que 2.397.350 toneladas de CO2 deixam de ser lançadas na atmosfera por ano. A Aperam está atenta às oportunidades do setor e, desde 2005, fornece o aço elétrico E 233 para o segmento, aplicado nos geradores, componentes das turbinas eólicas.

Esses aerogeradores necessitam de um aço que mantenha boa capacidade de geração de energia com o maior rendimento possível. Como a frequência dessas máquinas normalmente é baixa, a perda magnética não é o item mais crítico, porém, a permeabilidade magnética é muito importante. Sendo assim, a Aperam investiu em pesquisas até desenvolver o aço E 233, que apresenta alta permeabilidade, com perdas baixas. “É um aço que consegue aliar essas duas características, diferente do padrão dos aços elétricos normais, nos quais, quanto menor a perda magnética, menor é a permeabilidade”, explica o assistente técnico de Aços Elétricos, Rubens Takanohashi.

2


Fonte de oportunidades

3

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica, o Brasil possui 119 usinas instaladas

A natureza da energia eólica, considerada limpa e renovável, e o crescimento da demanda energética do país servem de estímulo para o investimento no setor. O Governo Federal organiza, em agosto, mais um leilão destinado aos projetos de construção de parques eólicos. As 655 propostas cadastradas, que abrangem nove estados brasileiros, têm capacidade instalada de 16.040 megawatts. “A expectativa é de crescimento, principalmente à medida que novos fabricantes começarem a atuar no país. As normas brasileiras exigem uma quantidade mínima de materiais de origem nacional, o que também tem contribuído para o crescimento da Aperam nesse mercado”, aponta o analista de negócios da área de Aços Elétricos,Manuel Lopes Ferreira.

Para produzir energia eólica, deve-se considerar a localização geográfica onde o parque eólico será construído, a vegetação, o clima, a altitude e o tipo de relevo. Fatores como esses, fazem das regiões Nordeste e Sul áreas muito favoráveis para o setor. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica, os três estados com maior número de parques eólicos são o Rio Grande do Norte, com 25; a Bahia, que possui 23; e o Ceará, abrigando 19. A possibilidade de crescimento do setor nesses estados comprova-se, por exemplo, pelo número de parques atualmente em construção.4

Compartilhar: