Revista Espaço

Força do conjunto

Solidariedade entre colegas da Empresa fez nascer o Arraiá D’Ajuda, que completa dez anos em 2013

Saint Louis (EUA), cidade que inventou o chá gelado e a casquinha de sorvete, mora no coração do supervisor da área de Manutenção da Laminação de Inox, Paulo Cardi. De lá veio o sangue de cordão umbilical que permitiu, em 2003, o transplante de medula que salvou a vida de sua filha Marina, na época com oito anos.

“Como o procedimento foi feito de forma anônima, não conheço a família que fez a doação, mas tinha muita vontade de agradecê-los”, conta Paulo. A gratidão também é direcionada a aqueles que estão bem perto, familiares, colegas da Empresa e comunidade. Naquela época, os mais próximos mostraram o desejo de oferecer apoio a Paulo, com um abraço amigo, uma mensagem otimista ou mesmo com a capacidade de mobilização.

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O Arraiá hoje faz parte do calendário oficial da cidade de Timóteo

Foi quando alguns empregados procuraram a Fundação Aperam Acesita para propor uma festa que arrecadaria fundos para ajudar essa família. Como tudo aconteceu nas proximidades do mês de junho, esse foi mais um elemento que fez nascer o Arraiá D’Ajuda. “Vi que as pessoas estavam se mobilizando apenas pelo prazer de ajudar. Esses gestos fazem a gente sentir uma energia boa”, lembra Paulo. Em 2013, Marina completa 18 anos e a festa, 10.

Anos de crescimento

Dorival Caymmi não se inspirou na filha de Paulo para compor a letra de ‘Marina Morena’, mas a canção, apresentada pelos colegas de Empresa na primeira edição do Arraiá D’Ajuda, se juntou ao painel de fotos para homenagear a menina. Naquele mesmo ano, o transplante foi realizado com sucesso. “O evento passou por muitas mudanças nesse período, tornando-se cada vez mais organizado e com a participação ativa não apenas da Fundação e dos voluntários, mas também de parceiros da comunidade. A história da Marina despertou o espírito mais genuíno de solidariedade e, por isso, a festa conseguiu perdurar”, avalia a coordenadora de Projetos da Fundação, Vera Lúcia Dutra.

Reginaldo Barbosa, pesquisador de inoxidáveis do Centro de Pesquisa da Aperam, participa ativamente da organização do evento como voluntário desde 2006. “As pessoas foram percebendo a força do conjunto e o que isso poderia oferecer ao próximo. Os resultados apareceram e contagiaram até mesmo a comunidade, que prestigia nossa celebração”, diz.

A festa conta com o apoio de outras empresas como a Tudo Eletro. De acordo com Marina Gonçalves Rosa, que atua como analista de Qualidade na Tudo Eletro, a parceria traz benefícios a todos os envolvidos. “É um evento muito bonito, que nos ajuda a desenvolver o trabalho em equipe e a exercitar a criatividade. Com o trabalho voluntário, também apoiamos a nossa comunidade e vemos resultados muito positivos”, analisa.

 

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